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[Opinião] Campo, calor e coração: a força humana no etanol brasileiro

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Nas últimas semanas, muito pela tristeza de sonhos acabados tenho escutado áudios, lido mensagens, visto fotos e relatos que me chegam de todos os cantos — gente que trabalha no campo e nas usinas, com um brilho no olhar que nem a fuligem consegue apagar.

E olha… tem uma coisa que mineiro percebe de longe: quando o sujeito faz o que ama, o serviço sai mais redondo, mais bonito, mais verdadeiro. E é isso que vejo nessa turma do etanol.

Não é só máquina, produção e meta. É alma.
É o operador que conhece a moenda pelo barulho.
É a tratorista que lida com o solo como quem cuida de um quintal de infância.
É o pessoal da manutenção que bota a mão na graxa e o coração no batente.

A cada áudio que recebo — seja no grupo do zap, num desabafo de mensagem gravada no fim da lida , ou num vídeo rápido no meio do canavial — percebo que o que move essa gente não é só Pl,salário …. É muito mais…..é propósito!!!!
E é por isso que escrevo.

Pra quem continua firme na lida: meu abraço e meu respeito.
O mundo corporativo pode mudar, pode vir com gráfico, com planilhas inteligentes , gráficos coloridos com plano quinquenal. Mas nada substitui quem conhece o chão da usina, o cheiro da fermentação e o tempo da terra.

E pra quem, por algum motivo, saiu: tenha fé.
Como dizia meu pai, “porta que fecha às vezes é só o empurrão pra uma trilha melhor”. A dignidade ninguém tira. E o saber de vocês — esse saber prático, vivido, debaixo do sol — vale ouro.

Esse artigo é só um agradecimento de um mineiro que aprendeu a valorizar mais quem planta do que quem promete colheita.
E um convite: sigam comigo.
Comentem. Contem. Compartilhem suas histórias.
Vamos fazer barulho com essas vozes que, até ontem, só se ouviam no rádio da caminhonete ou no meio do canavial.

Porque o etanol brasileiro não vem só da cana. Vem de gente. Vem de luta. Vem de coração.

*Wladimir Eustáquio Costa é CEO da Suporte Postos, especialista em mercados internacionais de combustíveis, conselheiro e interventor nomeado pelo CADE, com foco em governança e estratégia no setor downstream.

As opiniões expressas nos artigos são de responsabilidade de seus respectivos autores e não correspondem, obrigatoriamente, ao ponto de vista da RPAnews. A plataforma valoriza a pluralidade de ideias e o diálogo construtivo.
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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

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