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[Opinião] Seleção de colaboradores: quais os cuidados que uma usina deve ter?

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Algumas importantes ponderações para se fazer uma boa seleção 

Quando vamos comprar sapatos, o que fazemos? Identificamos qual a nossa necessidade, e mentalmente imaginamos que tipo de calçado adquirir. Vou a um casamento, então quero um par de sapatos social preto, número 40, mocassim, aquele que não precisa amarrar, couro pelica que é mais macio e confortável, bico fino, salto e sola de couro, e o design igual ao que o Brad Pitt estava usando na premiação do Oscar.

Chegamos na loja e identificamos um quase igual, só que não tem preto, tem marrom. Vamos para outra loja, e tem um igualzinho, mas infelizmente não tem o número 40; outra loja, também quase, só que o couro não é pelica. E após uma romaria de lojas encontro o que procuro, perfeito, mas (como sempre tem um “mas”), quando o vendedor me diz o preço, quase caio de costas, está totalmente fora de meu orçamento. Resumo da história, acabo levando outro sapato que não era o que eu queria, mas dentro de minha realidade, que serviu para a minha necessidade, e para minha surpresa, passo a gostar muito desses sapatos e sinto-me feliz quando os uso.

Utilizamos esse exemplo para fazer uma analogia com a busca de um profissional no mercado. Normalmente idealiza-se o profissional ideal que se gostaria de ter, lá está a descrição de cargos, com o perfil ideal (ou imaginariamente ideal), e a partir daí se dá o início da busca do profissional. Aí começam os problemas, que podem ser maiores ou minimizados dependendo da rigidez ou flexibilidade dos profissionais envolvidos no processo (o requisitante e o selecionador da empresa).

Antes de darmos prosseguimento ao desafio dos nossos amigos selecionadores, vamos colocar um pouco de pimenta no tempero; para tal seria interessante analisar o que segue:

As Condições Internas da Empresa – Fazer uma autoanálise e identificar as reais condições que a empresa tem para atrair os profissionais do mercado, tais como: localidade da empresa, recursos de moradia que a(s) cidade(s) próxima(s) oferece(m); custo de vida na região; imagem que a empresa tem no mercado; benefícios que oferece; política salarial e de crescimento profissional; ambiente de trabalho; concorrência de outras empresas na região e se as condições oferecidas são compatíveis; quais as condições de trabalho e de estrutura que se irá oferecer ao profissional; qual o orçamento que dispõe para a aquisição do profissional, e outras peculiaridades da empresa.

A partir desta análise é que se deve montar uma estratégia para fazer uma contratação coerente com a realidade disponível; o correto é buscar um profissional que esteja adequado e se enquadre à realidade constatada.

As Condições Externas – Mercado muito ou pouco aquecido; muita concorrência; escassez de profissionais qualificados. Quando as condições de mercado são as que se apresentam, ter flexibilidade, criatividade e jogo de cintura podem ser uma boa alternativa.

Predisposição Pessoal – Outro fator interessante a se ponderar é o fato de que, via de regra, quando vamos buscar alguém no mercado, esquecemos que um dia tivemos a necessidade de ter uma oportunidade para podermos mostrar do que éramos capazes, e graças a alguém que acreditou em nós e nos deu oportunidade de crescimento, é que chegamos onde estamos agora. Será que quando vamos selecionar alguém, esquecemos o nosso passado?

Bom Senso – Este é um fator relevante; será que quando vamos buscar alguém no mercado, exigimos um “Messi”, e oferecemos as condições para se ter um “Biro Biro” (com respeito a este que também foi um bom jogador, porém não ao nível do “Messi”).

Alertamos para os cuidados e os riscos de uma seleção super ou subdimensionada, desassociada da realidade externa do mercado e interna da própria empresa; normalmente, a curto ou médio prazo, os resultados costumam ser contrários ao esperado.

Agora que o nosso tempero está devidamente apimentado, e sabemos o sapato que devemos comprar, e o profissional que pretendemos selecionar,  vamos a luta, boa compra e boa seleção.

Até a próxima, e muita paz!

 

*Renato Fazzolari é fundador da AGRHO Headhunting, psicólogo, terapeuta transpessoal, escritor, articulista da UDOP, palestrante e conferencista em congressos e seminários. Ex-Gerente e Diretor de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais.

As opiniões expressas nos artigos são de responsabilidade de seus respectivos autores e não correspondem, obrigatoriamente, ao ponto de vista da RPAnews. A plataforma valoriza a pluralidade de ideias e o diálogo construtivo.
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