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Para Itaú BBA, mercado de açúcar enfrenta “tempos extraordinários”

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A libra do açúcar bruto é cotada a US$ 0,22, valor 30% acima da média dos últimos 12 anos

O preço do açúcar no mercado internacional está em um nível historicamente elevado, apesar da queda em relação aos valores observados no início do ano passado. Atualmente, a libra do açúcar bruto é cotada a US$ 0,22, valor 30% acima da média dos últimos 12 anos. As informações são de relatório do Itaú BBA, divulgadas na última segunda-feira, 2.

Essa alta reflete um período de oferta restrita, em que a produção não acompanha o crescimento da demanda global. O Brasil e a Índia foram os únicos países a atingirem produções próximas dos recordes na safra 2023/24, enquanto outros grandes exportadores, como União Europeia, Tailândia e México, registraram produções abaixo de suas máximas dos últimos anos.

A maioria dos principais países produtores apresenta custos de produção abaixo dos valores atuais do açúcar, o que deve incentivar o aumento da oferta, explicam analistas do banco.

No Brasil, essa diferença é ainda mais evidente devido ao baixo custo de produção local e ao prêmio do açúcar em relação ao etanol, que está atualmente em US$ 0,07 por libra-peso, valor bem superior à média histórica de US$ 0,01. Isso tem incentivado investimentos em novas fábricas de açúcar, como uma resposta ao período de alta demanda e margens elevadas.

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A oferta global de açúcar passa por um período de restrição, caracterizado pela produção inferior à demanda. Essa situação é reflexo da redução da produção em grandes exportadores, enquanto o Brasil, com produção recorde, acaba se destacando. Mesmo diante da limitação de aumento imediato na capacidade de produção devido à infraestrutura instalada, o país tem potencial para expandir a área de produção de cana, competindo com outras culturas, como a de grãos.

Outro fator que contribui para os preços elevados é a influência do mercado de etanol, especialmente no Brasil. A análise do Itaú aponta que, com a crescente produção de etanol de milho, o mercado interno de biocombustíveis está parcialmente suprido, o que pressiona os preços do etanol para baixo. Essa pressão acaba ampliando o prêmio do açúcar em relação ao etanol, reforçando o incentivo à produção de açúcar.

Para as usinas brasileiras, o cenário é de oportunidade. Investimentos estão sendo realizados para expandir a capacidade de produção de açúcar, com previsão de aumento de 1,5 milhão de toneladas na safra 2024/25 e mais 1 milhão de toneladas na safra seguinte. A condição favorável dos preços e a disponibilidade de crédito também são fatores que contribuem para essa expansão.

No entanto, caso o Brasil não consiga aumentar sua produção no ritmo necessário, outros países também possuem potencial e incentivos econômicos para elevar sua produção e atender à crescente demanda global.

Com informações da Revista Cultivar

 

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