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Paraíba ocupa 2º lugar na produção de etanol no Nordeste

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As usinas de açúcar e etanol da Paraíba alcançaram o posto de 2º maior produtor de etanol do Nordeste. Concluíram a safra 2023/2024 moendo 7.341.806 toneladas de cana-de-açúcar, resultando na produção de 230.059 toneladas de açúcar e 381 milhões de litros de etanol. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool-PB).

No último final de semana, o deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar de Biocombustíveis e Energias Renováveis da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Tovar Correia Lima (PSDB), defendeu mais investimentos no setor e destaca Lei 13.197/24 que Institui a Política Estadual de Incentivo ao Consumo do Etanol no Estado, de sua autoria, que incentiva a produção na Paraíba.

A Lei cria a política estadual, denominada ‘Etanol no tanque, progresso no horizonte’, para incentivar o consumo de combustível sustentável, limpo e renovável; promover o agronegócio e o combustível proveniente da cana-de-açúcar; fortalecer o setor sucroenergético e os produtores rurais; e promover ações para a baixa emissão de carbono na agropecuária. De acordo com a Lei, os órgãos públicos estaduais devem priorizar o abastecimento dos seus veículos flex com etanol desde que a sua utilização seja mais vantajosa para a administração pública.

Tovar destacou ainda que a Paraíba tem condições de ser uma grande fonte de matérias-primas para o biodiesel pelas condições favoráveis de clima e solo, permitindo o cultivo de grande variedade de fontes renováveis como gorduras animais ou de óleos vegetais, a partir da mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras.

“É preciso que a Paraíba invista mais no biodiesel como forma de preservação do meio ambiente e de desenvolvimento econômico. O poder público, principalmente nós deputados nas Casas Legislativas precisamos atuar como protagonistas nessa discussão, promovendo debates, apresentando soluções, participando da formulação de políticas públicas que sejam capazes de promover as mudanças necessárias para garantir os investimentos no setor”, destacou Tovar.

Dados do governo mostram que nos primeiros meses de 2024, o setor sucroenergético acumulou cerca de 12.987 postos de trabalho, segundo o Sindalcool-PB. Esse número tende a aumentar à medida que a safra avança, dado que o setor opera em ciclos safristas. A estimativa é que o setor empregue de 18 a 20 mil trabalhadores até o final do ano, conforme a média dos anos anteriores. Além disso, o número de empregos indiretos quase dobra, considerando o efeito multiplicador e a presença do setor em diversos municípios do estado.

Com informações Blog Chico Soares
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