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Pesquisa mostra que tecnologia aumenta eficiência do fósforo no cultivo da cana

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Revestimento do nutriente com polímero fixa mais o nutriente no solo, com impacto positivo no desenvolvimento inicial da planta 

O uso de fertilizante fosfatado revestido com polímero tem impacto significativo no desenvolvimento da cana-de-açúcar em solo arenoso, conforme mostrou estudo sobre o uso dessa tecnologia, que foi desenvolvido em área comercial no oeste paulista.

A autora da pesquisa, a engenheira agrônoma Juliana Bonfim Cassimiro, que realiza sua tese de doutorado, realizou experimentos em área comercial de solo argiloso, de usina sucroenergética de Monte Castelo, em duas safras: 2021/2022 e 2022/2023. Períodos de extremo estresse hídrico e de baixas produtividades. O delineamento experimental seguiu os rigores da pesquisa científica e a tese levada à defesa pública foi aprovada para que a autora receba o título de Doutora em Agronomia, junto ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Unoeste.

Na comparação de fontes com e sem revestimento (as convencionais), o Policote na dose 180 com o método de aplicação no sulco do plantio não apenas aumentou a disponibilidade imediata do fósforo, mas contribuiu com a manutenção de reservas.

A pesquisa mostrou ser uma estratégia promissora no aumento da eficiência do fósforo, com a capacidade de redução de aplicações frequentes (menos custos) e de mitigar impactos ambientais que provocam a lixiviação ou a fixação excessiva do nutriente.

O estudo levou em consideração a condição do Brasil ser o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com áreas cultivadas que somam 8,2 milhões de hectares e que na safra de 2022/2023 teve produção estimada em 625 milhões de toneladas.

Cultivo exponencial do agronegócio, pois além da produção de açúcar, gera energias limpas e renováveis e ração animal. O estado de São Paulo abriga 55% desse segmento e ainda possui área para expansão.

Contexto motivador da pesquisa comprometida com a gestão eficiente do fósforo no solo. Uma preocupação essencial em decorrência de que a maioria dos solos brasileiros é naturalmente pobre em relação a esse nutriente.

Com informações da Unoeste

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