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Pesquisadores alertam que clima adverso ameaça áreas de pesquisa e conservação

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou comunicado no qual alerta que as fazendas públicas de pesquisa da agricultura não têm orçamento para enfrentar clima hostil.

De acordo com eles, a quantidade de brigadistas é insuficiente para proteger as áreas, principalmente no atual momento de ocorrência do fenômeno climático El Niño, associado à estiagem típica do inverno, elevando o risco de incêndios.

Segundo a APqC, são 39 áreas de pesquisa agropecuária, vinculadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e 47 áreas de pesquisa e conservação ambiental, historicamente administradas pelo Instituto Florestal e hoje ligadas à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

A presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Helena Dutra Lutgens, informou na nota que “a situação é ainda mais preocupante porque essas fazendas praticamente perderam toda a estrutura de apoio”.

De acordo com ela, os cargos da carreira de apoio à pesquisa foram extintos por decreto do governador Tarcísio de Freitas.

“Hoje, muitas vezes, é o próprio pesquisador quem precisa capinar o terreno, fazer a manutenção da área e executar tarefas operacionais para manter os experimentos funcionando. Enquanto outros países reforçam suas estruturas de pesquisa diante das mudanças climáticas, São Paulo desmonta justamente quem produz o conhecimento necessário para enfrentá-las”, completa.

A APqC destacou que o histórico recente reforça a gravidade do problema. Em 2008, um grande incêndio destruiu experimentos com laranja, tangerina, café, atemoia e manga. Em 2020, o fogo destruiu cerca de 80 hectares de área agrícola e de reserva ambiental, danificando ainda uma estufa de 180 metros quadrados, talhões de eucalipto e outras dependências.

Já em 2022, outro incêndio consumiu parte do sistema de irrigação da unidade, destruindo tubulações e um barracão utilizado nas atividades de pesquisa. Em 2024, por sua vez, um incêndio durou 36 horas.

Agência Estado 

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