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Petrobras realiza primeiras entregas de SAF produzido integralmente no Brasil

As primeiras entregas foram produzidas na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, certificada para produzir e comercializar SAF e autorizada pela ANP a incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável. (Foto/Divulgação)
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Companhia anuncia primeiras entregas do SAF que atende a critérios mundiais de qualidade, mais um passo importante na liderança da transição energética justa no país

A Petrobras anunciou na sexta-feira (05/12), no Rio de Janeiro, as primeiras entregas de combustível sustentável de aviação (SAF) totalmente produzido no país. A empresa se torna a primeira do Brasil a fabricar o produto conforme os critérios de sustentabilidade da ICAO (International Civil Aviation Organization). Foram comercializados 3 mil m³ para distribuidoras que atuam no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão – RJ), volume equivalente a cerca de um dia de consumo dos aeroportos do estado.

O SAF pode substituir o querosene de aviação convencional sem que sejam necessárias adaptações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento, oferecendo uma alternativa imediata para redução das emissões do setor aéreo.

“O SAF, produzido por coprocessamento no parque de refino da Petrobras, é uma solução que contribui para o cumprimento das metas de descarbonização do setor aéreo. É um produto competitivo, que atende a rigorosos padrões internacionais da aviação. Estamos oferecendo ao mercado nacional a possibilidade de atender às demandas globais, antecipando o cumprimento do CORSIA”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A produção antecipada ganha relevância diante das exigências que entrarão em vigor nos próximos anos. A partir de 2027, o uso de SAF será obrigatório em voos internacionais, conforme as regras do programa CORSIA. O combustível também será incorporado aos voos domésticos com base na Lei do Combustível do Futuro.

Uma nova geração de combustíveis para aviação

O SAF da Petrobras possui certificação de sustentabilidade ISCC-CORSIA e reduz a intensidade de carbono ao incorporar matéria-prima vegetal processada junto ao querosene de aviação mineral. No momento, a companhia está certificada para utilizar óleo técnico de milho (TCO) — resíduo de processo — ou óleo de soja, com redução prevista de até 87% das emissões líquidas de CO₂ na parcela renovável. O resultado final é quimicamente idêntico ao combustível fóssil, porém com parte derivada de matéria-prima sustentável.

As primeiras entregas foram produzidas na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, certificada para produzir e comercializar SAF e autorizada pela ANP a incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável nessa rota de produção.

A Petrobras já realizou testes na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), para produção de SAF via coprocessamento de óleo vegetal com correntes tradicionais de petróleo. A previsão é que, ainda em 2026, a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, também passem a produzir e comercializar o combustível.

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