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Petróleo fecha em alta de olho em ataques houthi e frustração com cessar-fogo em Gaza

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O petróleo registrou alta de mais de 1% na sessão desta segunda-feira, 26, após iniciar os negócios em queda, compensando parte das perdas vistas na sexta-feira. Para o analista de inteligência de mercado em petróleo da StoneX, Bruno Cordeiro, a alta nos preços desta segunda-feira é consequência dos receios de riscos de oferta global.

No fim de semana, ataques do grupo houthi a navios norte-americanos injetou novos temores em investidores. Paralelo a isto, a frustração com o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que segue estagnado, também contribuiu para uma alta dos preços.

Na Internacional Commodity Exchange (ICE), o Brent para maio fechou com ganhos de 1,08% (US$ 0,87), a US$ 81,67 por barril. Enquanto isso, na New York Mercantile Exchange, o WTI para abril avançou 1,43% (US$ 1,09), a US$ 77,58 o barril.

De acordo com o Goldman Sachs, o preço do Brent deve permanecer entre os US$ 70 e US$ 90 durante este ano, com pouca volatilidade, mesmo diante da possibilidade de interrupção da oferta por conta de conflitos no Mar Vermelho e Oriente Médio.

Para o banco, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tem capacidade para limitar riscos ascendentes de preços, e tem crescido a oferta da commodity por países de fora do cartel.

Já o Bank of America (BofA) escreve que o aumento da oferta de petróleo por países que não são membros da Opep+ deve manter os preços do petróleo ancorados neste ano e em 2025. Com isto, o banco aposta que o barril do Brent deve ser negociado perto de US$ 80 em 2024 e 2025.

Ainda repercute no mercado a notícia de que o presidente da Argentina, Javier Milei, desferiu ataques duros a governadores da região da Patagônia por terem ameaçado interromper o fornecimento de petróleo e gás diante de cortes de repasses do governo federal.

Milei criticou as ameaças como “desconhecimento, ignorância” e acrescentou que um corte como esse “significaria violentar o direito de propriedade, o que é um delito”.

Reuters

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