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Petróleo oscila à espera de acordo para reabrir Estreito de Ormuz

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Os preços do petróleo oscilaram nesta quarta-feira, 5, enquanto os mercados aguardam um acordo formal entre Washington e Teerã para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio mundial de hidrocarbonetos.

Depois de acumular queda de cerca de 11% desde o início da semana, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro avançou 0,11%, a US$ 79,45. Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em setembro, recuou 0,73%, para US$ 75,22.

“O mercado está relativamente otimista quanto à possibilidade de que a mais recente rodada de negociações entre Irã e Omã resulte em um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros”, afirmou o presidente da Lipow Oil Associates, Andy Lipow, à AFP.

O Irã informou nesta quarta que chegou a um acordo com o sultanato de Omã sobre uma nova rota para o trânsito de embarcações nas águas próximas a Ormuz, foco das tensões com os Estados Unidos.

Mas qualquer reabertura dessa via marítima, bloqueada por Teerã, dependerá das ações de Washington, que, por sua vez, impôs um bloqueio aos portos iranianos, segundo fontes iranianas ouvidas pela imprensa local.

“Nunca se sabe muito bem se os Estados Unidos estão realmente negociando diretamente com o Irã”, observou Lipow.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira que o estreito será reaberto “muito em breve”. Caso contrário, o Irã será atingido “muito duramente”, advertiu. Segundo ele, um acordo poderá ser alcançado até quinta-feira. Teerã, porém, negou que haja negociações em andamento com Washington.

Se um acordo for confirmado, o Brent poderá recuar para a faixa dos US$ 75 por barril, “ou até mais abaixo, para os US$ 70”, nível observado no fim de junho, quando as duas partes concluíram um protocolo de entendimento, explicou o analista Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.

Ainda assim, “há um risco muito real de que qualquer acordo se desfaça rapidamente”, como ocorreu com o entendimento de junho, ressaltaram analistas do ING.

Agence France-Presse

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