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Petróleo sobe 3% e vai a máxima em cinco meses por preocupações sobre ataque ao Irã

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Os preços do petróleo subiram 3%, indo para uma máxima de cinco meses nesta quinta-feira, 29, devido às crescentes preocupações de que o abastecimento global possa ser interrompido se os EUA atacarem o Irã, um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Os futuros do Brent subiram US$ 2,31, ou 3,4%, para fechar a US$ 70,71 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA ganhou US$ 2,21, ou 3,5%, indo a US$ 65,42 por barril.

Isso empurrou as duas referências do petróleo para um território tecnicamente sobrecomprado, com o Brent fechando em seu nível mais alto desde 31 de julho e o WTI encerrando no maior valor desde 26 de setembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está avaliando opções contra o Irã que incluem ataques direcionados às forças de segurança e líderes para inspirar os manifestantes, disseram várias fontes, mesmo com autoridades israelenses e árabes afirmando que o poder aéreo por si só não derrubaria os governantes clericais de Teerã.

No Irã, forças de segurança à paisana prenderam milhares de pessoas em uma campanha de prisões em massa e intimidação para impedir novos protestos.

Duas fontes americanas familiarizadas com as discussões disseram que Trump queria criar condições para uma “mudança de regime” depois que uma repressão esmagou um movimento de protesto nacional no início deste mês, matando milhares de pessoas.

“A preocupação imediata (do mercado) é o dano colateral causado se o Irã atacar seus vizinhos ou, possivelmente ainda mais impactante, fechar o Estreito de Ormuz aos 20 milhões de barris de petróleo por dia que o atravessam”, disse o analista da PVM, John Evans.

O Irã era o terceiro maior produtor de petróleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, atrás da Arábia Saudita e do Iraque em 2025, de acordo com dados da Administração de Informação Energética dos EUA.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia adotaram novas sanções contra o Irã na quinta-feira, visando indivíduos e entidades envolvidos na repressão violenta aos manifestantes. Separadamente, a UE designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista.

Reuters| Scott DiSavino

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