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Petróleo sobe com paradas no Cazaquistão e lentidão nas exportações da Venezuela

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Os preços do petróleo fecharam com alta de 0,5% nesta quarta-feira, 21, diante de perspectivas de uma oferta mais restrita após uma paralisação temporária em dois grandes campos no Cazaquistão e com o baixo volume das exportações de petróleo da Venezuela, destacando o lento progresso na reversão dos cortes de produção no país sul-americano.

Os contratos futuros do Brent fecharam com alta de 0,5%, a US$ 65,24 por barril, enquanto o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fechou com alta de 0,4%, a US$ 60,62 por barril.

Ambos os contratos fecharam em alta de cerca de 1,5% na sessão anterior, depois que o Cazaquistão, produtor da Opep+, interrompeu a produção em seus campos petrolíferos de Tengiz e Korolev no domingo, devido a problemas de distribuição de energia.

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Em outra parte do país, o petróleo do vasto campo de Kashagan foi desviado para o mercado doméstico pela primeira vez devido a gargalos no terminal CPC do Mar Negro, disseram quatro fontes do setor à Reuters nesta quarta-feira, depois que os equipamentos do terminal foram seriamente danificados por ataques de drones.

A Reuters informou nesta quarta-feira que a operadora do campo petrolífero de Tengiz, a TCO, declarou força maior nas entregas de petróleo no sistema de oleodutos da CPC, citando uma carta da TCO. A produção de petróleo nos dois campos do Cazaquistão pode ser interrompida por mais sete a dez dias, informou a Reuters na terça-feira, citando três fontes do setor.

O volume de petróleo venezuelano exportado sob um acordo de fornecimento de US$ 2 bilhões com os Estados Unidos atingiu cerca de 7,8 milhões de barris nesta quarta-feira, segundo dados de rastreamento de navios e documentos da PDVSA, destacando o lento progresso que impediu a empresa estatal de petróleo de reverter totalmente os recentes cortes de produção.

Reuters|Arathy Somasekhar
Com reportagem de Stephanie Kelly, Katya Golubkova e Emily Chow

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