Por que fazer adubação verde?

A prática possibilita a recuperação, manutenção e melhoria dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, trazendo produtividade e redução de custos com adubação química e controle de nematóides

Natália Cherubin

A expansão de canaviais para novas áreas e em solos com baixa fertilidade, e a pressão por uma produção cada vez mais sustentável tem exigido de produtores e usinas de cana-de-açúcar não só investimentos em novas tecnologias, como também a adoção de práticas agrícolas que garantam o crescimento vertical das suas lavouras. Dentre os diversos recursos para alcançar a produtividade e melhorar as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, está a adubação verde, uma prática milenar e muito conhecida, porém pouco disseminada na cultura da cana-de-açúcar. Se os ganhos econômicos, ambientais e agrícolas já são comprovados, por que a adubação verde ainda é tão pouco praticada por usinas e fornecedores?

Ao contrário do que aconteceu em outros países como China, Grécia e Roma, que fazem uso da adução verde há mais de 2 mil anos com o objetivo principal de aumentar a produtividade de suas lavouras, no Brasil, a técnica começou a ser estudada por volta de 1956, quando foram alcançados resultados bastante positivos que constatam o efeito da adubação verde na fertilidade dos solos.

A prática consiste basicamente no cultivo de plantas – com características recicladoras, recuperadoras, protetoras, melhoradoras e condicionadoras de solo – em rotação/sucessão ou consorciação com culturas comerciais como a cana-de-açúcar. Diversas espécies vegetais podem ser utilizadas, porém, de acordo com os pesquisadores da Apta/SAA (Agência Paulista de Tecnologias dos Agronegócios), Edmilson José Ambrosano, Elaine Bahia Wutke, Fábio Luis Ferreira Dias e Fabricio Rossi, engenheiro agrônomo da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, a preferência pelas leguminosas (fabácea) se dá devido à sua capacidade de fixação de nitrogênio (N).

“Na adubação verde se faz o cultivo e o corte de plantas, sobretudo imaturas e na plena floração, sem ou com a incorporação da fitomassa. Nos anos 80 os adubos verdes também passaram a ser denominados plantas de cobertura e, além das leguminosas começaram a ser utilizadas as gramíneas (poáceas), as crucíferas (brassicáceas) e as compostas (asteráceas), sendo cultivadas até a colheita de suas sementes, quando objetiva-se uma eventual renda extra”, acrescentam os pesquisadores.

Além de ser uma técnica agrícola natural e que viabiliza a sustentabilidade econômica e ambiental, a adubação verde tem sido recomendada no processo de reforma e no pré-cultivo da nova cana, não implicando na perda do ano agrícola e não comprometendo a germinação da cana, aumentando significativamente a produtividade da cultura, pelo menos durante os dois cortes consecutivos.

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MANEJO ADEQUADO

A escolha da planta que será adubo verde deve levar em conta alguns fatores, como a presença de nematóides ou de pragas, a possibilidade de acréscimo de nitrogênio proveniente da fixação biológica nas leguminosas, bem como a possibilidade de obtenção de renda extra com a venda do produto. Por estas razões, geralmente são preferidos os adubos verdes como a crotalária juncea, a mucuna, a soja ou o amendoim. Outras culturas como o girassol e o nabo forrageiro também podem ser utilizadas nas áreas de reforma, mas com menores vantagens, já que não acrescentam o nitrogênio vindo da fixação biológica.

Segundo o engenheiro agrônomo da Sementes Piraí, José Aparecido Donizeti Carlos, os adubos verdes mais utilizados na renovação e implantação dos canaviais são a crotalária juncea, a crotalária spectabilis e a crotalária ochroleuca. As demais espécies como mucuna, feijão guandu (Cajanus cajan) e feijão de porco (Canavalia ensiformis) também são utilizados, mas tem menor expressão.

“A crotalária juncea é a que produz maior biomassa e tem o mais rápido fechamento do solo e por isso deve ser direcionada para solos mais pobres, mais arenosos, que necessitam de melhoria de fertilidade e que são mais susceptíveis a erosão. As crotalárias spectabilis e ochroleuca são direcionadas para controle de nematóides em áreas de média e alta infestação. A crotalária spectabilis tem tido uso ampliado por empresas que preferem plantas com menor tamanho e produção de biomassa, facilitando a operação de plantio mecanizado. E a utilização da crotalária ochroleuca se dá em empresas que desejam obter menor custo de sementes/ha”, detalha Carlos.

Se o foco for a redução dos níveis de compactação em um menor espaço-tempo, segundo Sérgio Gustavo Quassi de Castro, assistente de pesquisa, e Henrique Coutinho Junqueira Franco, coordenador da Divisão Agrícola do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), as usinas optam então pelo plantio de feijão guandu.

A melhor forma de planejar a adubação verde é tendo o conhecimento de algumas informações importantes, como condições climáticas da região de cultivo, tipo de solo, relatos da ocorrência de pragas de solo, janela de plantio, dentre outros. Segundo os pesquisadores do CTBE, é importante saber tais informações devido à variedade de espécies de adubos verdes, que possuem características específicas (ciclo de desenvolvimento curto ou longo, controle ou não de pragas de solo, alelopatia a algumas espécies de daninhas, dentre outros). Assim, fica mais fácil definir qual espécie é a mais adequada a ser utilizada na renovação do canavial. É importante que a espécie escolhida seja capaz de melhorar e recuperar a qualidade física, química e biológica do solo, além de reduzir a população de pragas, doenças ou nematóides.

“O momento de se realizar o plantio da cana-de-açúcar em área de adubação verde é quando a espécie cultivada atinge o florescimento. Existem quatro opções de manejo. O primeiro é a utilização de uma roçadeira do tipo rolo-faca, que passa sobre o adubo verde tombando-o e cortando-o antes mesmo da sulcação de plantio. O segundo manejo é a realização da roçagem do adubo verde prévio ao plantio. E a terceira alternativa é a dessecação química do adubo verde antes do plantio, tomando o cuidado para que o ingrediente ativo utilizado não influencie a germinação da cana-de-açúcar”, detalham os pesquisadores da CTBE.

Todavia, ao utilizar o plantio mecanizado e georreferenciado é possível realizar o tombamento e plantio em uma única operação (quarta opção), bastando apenas acoplar, na frente do trator, uma barra metálica que realiza o tombamento do adubo verde, e na plantadora, acoplar um disco de corte de 32 polegadas que faça o corte do adubo verde para que não embole na haste sulcadora e interfira na execução do sulco de plantio.

“A adubação verde em cana deve ser planejada com bastante antecedência, uma vez que deve se ter em mente a finalidade da operação para a escolha da espécie e procurar as sementes com antecedência, já que poucas empresas fornecem sementes de qualidade”, afirmam os pesquisadores do Apta e da USP.

Para a recomendação ou escolha de determinada espécie de adubo verde devem ser considerados, além da preferência do agricultor, que está relacionada ao tradicionalismo de uso e até mesmo ao desconhecimento de outras opções mais adequadas, os seguintes itens:

– o sistema de produção adotado em uma situação agrícola específica;

– a não interferência com as atividades agropecuárias principais na propriedade;

– o custo financeiro dessa prática agrícola;

– sua adaptação climática local;

– a disponibilidade de sementes no mercado;

– a produtividade em fitomassa;

– e a facilidade de manejo.

Segundo os pesquisadores do Apta, inúmeras espécies de adubos verdes, sobretudo as leguminosas, estão perfeitamente adaptadas às distintas condições agroclimáticas do Estado de São Paulo, podendo ser cultivadas tanto na primavera-verão quanto no outono-inverno, colaborando para a biodiversidade e diversificação de produtos, para a redução de riscos ambientais, econômicos e de custos (Tabela 1).

As leguminosas destinam-se tanto à produção de grãos alimentícios de culturas comercialmente estabelecidas (soja, feijoeiro) ou daquelas com mercado potencial de exploração ou em expansão (ervilha, lentilha, mungo para broto de feijão, adzuki, grão de bico, caupi), quanto ao estabelecimento de cobertura vegetal para proteção do solo e adubação verde, em esquemas de rotação, sucessão ou consórcio de culturas anuais ou perenes (cafeeiro, seringueira, frutíferas diversas) ou por ocasião da reforma de áreas de pastagem ou de cana-de-açúcar, com resultados satisfatórios e renda extra. Algumas ainda podem ser utilizadas como forrageiras, associadas ou não às gramíneas, fornecendo feno, constituindo pastagens ou banco de proteínas para suplementação na alimentação animal, como é o caso do calopogônio, guandu, centrosema, kudzu, labelabe, leucena, siratro e soja-perene.

“Na massa vegetal (fitomassa) das leguminosas há elevada concentração de nitrogênio, expressa pela relação C/N ao redor de 20. Quando as plantas estão no estágio apropriado de incorporação – pleno florescimento e início de formação de vagens – a decomposição da fitomassa é mais rápida em condições favoráveis, havendo liberação de nutrientes reciclados pré-existentes no solo e do N fixado por bactérias, que é mais intensa nos primeiros 60 dias após a incorporação. No caso de espécies como as gramíneas, com fitomassa menos rica em N (maior relação C/N), é preciso um maior período para sua decomposição, sendo então observada uma competição mais intensa pelo N disponível às culturas em sucessão, que é maior em solos ácidos. Em estudos recentes, demonstrou-se o aproveitamento de até 40% do nitrogênio proveniente da leguminosa pela cultura em sequência”, afirmam os pesquisadores do Apta.

RECUPERAÇÃO DOS SOLOS

Com a utilização da adubação verde, em geral, podem ser constatados diversos efeitos benéficos e vantajosos em características químicas, físicas e biológicas do solo, resultantes da cobertura vegetal viva ou morta, incorporada ou não ao solo.

Segundo os pesquisadores do Apta, o agricultor pode esperar proteção, recuperação, melhoria e manutenção dos solos; otimização da produtividade e do lucro na propriedade; preservação e conservação dos recursos naturais e da biodiversidade; adição do nitrogênio atmosférico pelas leguminosas; manutenção da matéria orgânica e ciclagem de nutrientes; aproveitamento mais adequado e racional dos insumos; favorecimento à atividade biológica do solo; efeito alelopático sobre algumas espécies de plantas infestantes; controle da população de alguns nematóides do solo; utilização de algumas espécies na alimentação humana e animal; efeitos de quebra-ventos ou de arborização em culturas perenes em formação; sequestro de carbono; contribuição à redução do efeito estufa e do desmatamento pelo uso racional de áreas cultivadas, por exemplo, em integração lavoura pecuária – ILP; e utilização como possíveis fontes energéticas renováveis, como de biodiesel, possibilitando a redução de pressão por novas áreas de produção.

“A prática resulta em ganhos de produtividade, comprovados na pesquisa e na prática, de 15 t a 20 t de colmos por hectare. Além disso, traz redução de custos na produção, já que diminui o uso de adubos minerais, devido à fixação de nitrogênio e reciclagem de nutrientes, e de nematicidas, por conta do replantio e conservação do solo. Por último, garante a preservação dos solos, prolongando a sua capacidade produtiva graças às melhorias dos atributos físicos, químicos e biológicos”, destaca Carlos

CONHEÇA MAIS SOBRE OS ADUBOS VERDES MAIS UTILIZADOS NA CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR

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CONTRA OS NEMATÓIDES

Controlar os nematóides via rotação de culturas é possível através de três adubos verdes: a soja, o amendoim e a contralária. Segundo o professor Mário Massayuki, a soja é uma cultura que vai controlar automaticamente o Pratylenchus zeae, porque é uma planta resistente a esse tipo de nematóide, o amendoim pode ser indicado para o controle de Meloidogyne javanicaMeloidogyne incognita e Pratylenchus zeae, mas aumenta o Pratylenchus brachyurus.

“Algumas espécies de crotalárias são muito resistentes aos nematóides mais importantes da cana, como as espécies Meloidogyne javanicaM. incognitaPratylenchus zeae P. brachyurus. As mais eficazes para o controle das quatro espécies de fitonematóides são a spectabilis e a breviflora, que são crotalárias altamente resistentes. Porém, a mais utilizada em reforma de canaviais é a juncea, que é tão eficiente quanto as duas anteriores para o controle de P. zeae, porém é inferior no controle de P. brachyurus e das duas espécies de Meloidogyne, pois ocorre pequena, mas significativa reprodução de P. brachyurusM. javanica e M. incognita nas raízes da juncea”, destaca o Inomoto.

Um aspecto importante a destacar é que a incorporação da biomassa das crotalária causa a redução populacional dos nematóides do solo, devido à ação nematicida de compostos liberados durante a degradação da biomassa dos adubos verdes. Portanto, a incorporação da biomassa de crotalária spectabilis e breviflora aumenta ainda mais a eficácia desses adubos verdes no controle de M. javanica, M. incognitaP. zeae e P. brachyurus. “No caso da crotalária juncea, a ação desses compostos pode ser tão acentuada que anula o crescimento populacional de M. javanicaM. incognita e P. brachyurus durante o crescimento vegetativo do adubo verde. Esta é a razão pela qual a espécie juncea, mesmo sendo suscetível a essas três espécies de fitonematóides, quando incorporada ao final do ciclo vegetativo, é eficaz no seu controle”, conclui o Inomoto.

CUIDADOS

Apesar das espécies de adubos verdes possuírem grande capacidade de fixar nitrogênio da atmosfera, eliminando a necessidade de adubação nitrogenada, não elimina a aplicação de demais nutrientes, como potássio e fosforo, que devem ser mantidas em doses convencionais.

Os pesquisadores do CTBE afirmam que os cuidados com a adubação verde devem ser os mesmos realizados quando uma cultura é instalada, ou seja, por maior que seja a rusticidade da espécie de adubo verde, se a semente utilizada não possuir adequado vigor, pureza e porcentagem de germinação, o estande de plantas emergidas será menor. Além disso, se na área de renovação não for feita a aplicação de corretivos e condicionadores de solo bem como o plantio do adubo verde for feito em época de baixo regime hídrico, poderá haver menor produção de biomassa e, consequentemente, redução dos benefícios mediante a adoção da técnica.

Na decisão de reforma ou implantação do canavial é importante que as operações de correção de solo, calagem, gessagem e fosfatagem sejam feitas conforme a necessidade da cana. Mesmo que muito benéfica para a cultura da cana, o sucesso da adubação verde depende de alguns cuidados. “As sementes devem ter qualidade comprovada, com germinação e pureza dentro dos padrões estipulados pelo Ministério da Agricultura; a semeadura dos adubos verdes tem que ser feitos na época, quantidade e profundidade recomendada; a correção e adubação, se necessária, deve ser feita de acordo com análise de solo; e deve-se verificar o histórico de herbicidas com efeito residual prolongado como, por exemplo, o ingrediente ativo tebuthiuron”, enumera Carlos.

A produção da cana-de-açúcar é altamente esgotante para o solo e, no momento da renovação, é a oportunidade de recuperar a fertilidade do solo e interromper os efeitos negativos da monocultura. No caso de implantação em áreas de expansão, que na maioria das vezes ocorre em solos pobres e até mesmo degradados, as práticas de correção de fertilidade em conjunto com a adubação verde garantem a produtividade.

“Apesar de haver informações sobre o tema, tanto na academia como no setor produtivo, a prática não é adotada em muitas empresas, principalmente por se achar que o tempo em que a área de rotação fica sem cana é prejuízo para a empresa, sendo empregado o plantio de cana-de-ano. Assim, acaba-se por perpetuar o sistema de monocultura, fazendo com que haja propagação de patógenos de solo, devido à baixa biodiversidade de microrganismos que o cultivo de monocultura proporciona. Consequentemente, haverá redução ou estagnação da produtividade, mesmo com o emprego de novas variedades de cana-de-açúcar. Sendo assim, é preciso que o setor entenda que o emprego de rotação de culturas é fundamental para a sustentabilidade do sistema de produção de cana-de-açúcar, que se beneficiará com a adoção dessa medida, possibilitando acréscimo de produtividade e longevidade do canavial”, concluem os pesquisados do CTBE.

Ao longo dos últimos anos, estudos mostraram ganhos de produtividade e economia na adubação nitrogenada com o plantio de crotalária spectabilis intercalar em soqueira de cana. No entanto, até então os produtores e usinas não conseguiam operacionalizar essa prática. Mas com o plantio direto na palha da cana isso foi possível e a expectativa é que, além do ganho de produtividade e economia de adubo nitrogenado, se consiga pelo menos mais um corte de cana. Essa técnica, segundo Carlos, está sendo aplicada nas soqueiras de quarto a quinto corte com sucesso. Outra novidade no manejo tem sido o uso do canteirizador direto sobre a crotalária juncea, o que permite a incorporação da biomassa e plantio mecanizado da cana sem problemas de embuchamento.

“Deve-se ficar bem claro que na natureza não encontramos produtividades tão elevadas como as obtidas nos sistemas agrícolas e que a prática da adubação verde atua no sentido de fornecer nitrogênio em proporções menores, porém com uma regularidade maior, o que garante a sustentabilidade dos sistemas naturais, ajudando os sistemas agrícolas. Muitos ajustes devem ser feitos para proporcionar maior eficiência na liberação desse nitrogênio e a semeadura intercalar de adubos verdes na cana-de-açúcar pode ser uma solução. Atentando-se para a época de semeadura dos adubos verdes e conhecendo-se o histórico da área, com certeza o produtor vai ter sucesso nesta prática”, concluem os pesquisadores da Apta e USP.

Fonte: Miyasaka (1984); Monegat (1991); Costa et al. (1992); Derpsch & Calegari (1992); Wutke (1993); Thung & Cabrera (1994); Calegari (1995); Balbino et al., (1996); Fahl et al. (1998, Boletim 200 IAC).

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ADUBAÇÃO VERDE, POR QUÊ?

Rotação de culturas:

  • Controla nematóides fitoparasitos com espécies não hospedeiras/antagônicas
  • Reduz a incidência de pragas e doenças nas culturas

Cobertura do solo:

  • Cobre o solo com grande quantidade de massa verde em curto espaço de tempo, o que resulta em fitomassa para cobertura morta
  • Protege o solo contra os agentes da erosão e radiação solar
  • Diminui a amplitude da variação térmica diuturna do solo
  • Protege as mudas-plantas contra o vento e radiação solar
  • Reduz a infestação de ervas daninhas

Descompactação, aeração, estruturação e reciclagem de nutrientes:

  • Recicla os nutrientes lixiviados e perdidos em profundidade
  • Libera o fósforo fixado

Fixação biológica de nitrogênio:

  • As leguminosas fornecem nitrogênio fixado diretamente da atmosfera, reduzindo a necessidade de adubos nitrogenados
  • O nitrogênio da leguminosa ajuda na fixação de carbono no solo e aumenta o teor de matéria orgânica

Produção de fitomassa:

  • Aumenta a matéria orgânica e, consequentemente, a capacidade de armazenamento de água no solo
  • Reduz os teores de alumínio trocável
  • Contribui para o sequestro de carbono
  • Intensifica a atividade biológica do solo
  • É matéria-prima para compostagem