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Preços do açúcar caem devido a dúvidas sobre o crescimento econômico global

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Os preços do açúcar caíram na segunda-feira devido às dúvidas sobre as perspectivas econômicas globais depois que a China foi forçada na segunda-feira a cortar as taxas de juros e o Gabinete do Governo do Japão na sexta-feira reduziu sua projeção do PIB do Japão para 2024 para 0,9%, de uma estimativa anterior de 1,3%. Além disso, há uma incerteza política crescente depois que o presidente Biden desistiu da corrida presidencial no domingo. Os preços do açúcar também foram prejudicados pela continuação da fraqueza dos preços do petróleo, o que é negativo para os preços do etanol e, portanto, positivo para a produção de açúcar.

O açúcar bruto com vencimento em outubro fechou em queda de 0,36 centavo de dólar, ou 1,9%, indo a 18,30 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter fechado em queda de 2,8% na semana passada. Mais cedo, o contrato atingiu uma baixa de sete semanas, em 18,25 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de açúcar branco com vencimento em outubro caiu 1,5%, para US$ 533,10 por tonelada.

Os especuladores de açúcar bruto da ICE aumentaram sua posição líquida vendida em 1.303 contratos, para 7.857, na semana até 16 de julho, segundo dados divulgados pela Reuters.

Os preços do açúcar continuam a ser prejudicados pelas projeções de um excedente mundial de açúcar. A Covrig Analytics afirmou que espera que o mercado global de açúcar em 2024/25 tenha um excedente de 182 mil t contra a sua estimativa anterior de um défice de 2,6 milhões de t.

A produção robusta de açúcar no Brasil, o maior produtor mundial, é também  negativa para os preços do açúcar. A Unica informou em 11 de julho que a produção de açúcar do Brasil para a safra 2024/25 até junho aumentou +15,7% a/a, para 14,2 MMT. Além disso, a porcentagem da safra 2024/25 de cana-de-açúcar do Brasil esmagada para produção de açúcar aumentou para 48,72%, de 47,69% no ano passado.

Com informações da Barchart
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