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Preços do açúcar disparam com expectativa de menor produção no Centro-Sul do Brasil

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Os contratos internacionais de açúcar avançaram com força nesta quarta-feira, atingindo o maior nível em cinco semanas, após a StoneX reduzir sua estimativa de produção do Centro-Sul do Brasil para a safra 2026/27. A projeção passou de 42,1 milhões de toneladas para 41,5 milhões de toneladas, segundo revisão divulgada pela consultoria.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2026 fechou em alta de 0,23 centavo de dólar, ou 1,5%, indo a 15,14 centavos de dólar por libra-peso e ultrapassando a resistência de 15,05 centavos de dólar, o que desencadeou algumas ordens de compra, disseram os negociantes. Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 1,3%, indo a US$ 433,60 por tonelada.

O mercado também encontra suporte nas notícias recentes vindas da Índia. O Ministério de Alimentos informou que considera elevar o preço do etanol utilizado na mistura com a gasolina, o que pode incentivar as usinas indianas a direcionar maior volume de cana para a produção de etanol, reduzindo assim a oferta de açúcar.

Além disso, permanece no radar a decisão divulgada em 14 de novembro, quando o governo indiano afirmou que permitirá a exportação de 1,5 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26 — volume inferior às estimativas iniciais de 2 milhões de toneladas. A Índia adotou um sistema de cotas para exportações em 2022/23, após chuvas tardias limitarem a produção e apertarem os estoques domésticos.

No campo baixista, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou, na semana passada, um superávit global de 1,625 milhão de toneladas em 2025/26, após um déficit de 2,916 milhões de toneladas em 2024/25. Segundo a entidade, o excedente será impulsionado pelo aumento da produção na Índia, Tailândia e Paquistão. Em agosto, a ISO estimava déficit de 231 mil toneladas para o mesmo ciclo. Agora, projeta alta de 3,2% na produção global, totalizando 181,8 milhões de toneladas.

A perspectiva de ampla oferta mundial tem pressionado as cotações desde o início de outubro. Em 13 de novembro, o açúcar branco em Londres atingiu a mínima de 4 anos e 9 meses (SWZ25). Já em 6 de novembro, o açúcar bruto em Nova York caiu para o menor nível em cinco anos (SBH26), principalmente devido ao aumento da produção brasileira e às expectativas de superávit global.

No início de novembro, a trading Czarnikow elevou sua projeção de superávit global para 2025/26, passando de 7,5 milhões para 8,7 milhões de toneladas — um acréscimo de 1,2 milhão de toneladas.

Com informações da Barchart

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