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Preços do açúcar recuam devido às expectativas de exportações mais fortes da Índia e da Tailândia

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Os preços do açúcar recuaram na quinta-feira devido às perspectivas de exportações mais fortes de açúcar da Índia e da Tailândia. O contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro fechou a sessão em queda de 0,22 centavo de dólar, ou 1,3, para 16,35 centavos de dólar por libra-peso.

Já o contrato mais ativo do açúcar branco, também com vencimento em outubro, teve baixa de US$ 7, ou 1,4%, indo a US$ 482,60 por tonelada.

A Hedgepoint Global Markets afirmou que espera que as exportações de açúcar da Índia em 2025/26 sejam de 1,5 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 500 mil toneladas. Além disso, disse que espera que as exportações de açúcar da Tailândia em 2025/26 subam 11,8%, para 7,6 milhões de t.

Esta semana, sinais de uma procura global mais forte pelo açúcar fizeram os preços dispararem em Londres.  As importações de açúcar da China em julho aumentaram 76%, para 740 mil toneladas, e o Paquistão apresentou recentemente uma licitação para 200 mil toneladas de açúcar refinado.

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Um média de diversas consultorias trabalha com uma  expectativa de moagem de 595 milhões de toneladas para a safra 2025/26. “O acumulado até agora como percentual da safra estimada assumiria que moemos 51,5% do total esperado (306 dividido por 595). Nos últimos dez anos, apenas em quatro ocasiões o percentual até 1º de agosto ficou abaixo de 51,5%, e normalmente, nesta data, a moagem já representa entre 52% e 53% do total anual. Se aplicarmos essa média histórica, chegaríamos a 591 milhões de toneladas, muito próximo do que o mercado aponta”, disse Arnaldo Correa, analista de Mercado e diretor da Archer Consulting.

Para alcançar os 595 milhões, no entanto, segundo ele, o setor precisaria moer 289 milhões de toneladas a partir de agora, algo que ocorreu apenas quatro vezes na última década, em safras excepcionais. “Pela média do que se moeu no restante da safra nesses anos, o total final ficaria em torno de 593 milhões de toneladas, o que reforça um consenso em torno de 591 a 593 milhões”, disse.

Nas simulações da Archer, tomando como base a relação entre as ATRs efetivas do ano passado e deste ano, a consultoria chegou a uma ATR média projetada de 133,59 kg/t. “Mantendo uma moagem de 595 milhões, isso resultaria em cerca de 39 milhões de toneladas de açúcar, um número que parece distante dos 40,7 milhões que é a média de 20 consultorias. Se considerarmos um ganho mais plausível de 2 kg/t na ATR, como o observado nesta quinzena, chegaríamos a 39,287 milhões de toneladas de açúcar”, disse.

Natália Cherubin com informações da Barchart

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