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Preços do açúcar têm novas altas no spot paulista

Após duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit.
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O mercado de açúcar cristal branco em São Paulo está enfrentando um período de alta nos preços, refletindo a combinação de fatores climáticos adversos e variações na oferta e demanda.

Nos últimos dias, os preços do açúcar cristal branco no estado de São Paulo têm mostrado uma tendência de alta. Em 6 de setembro de 2024, o Indicador CEPEA/ESALQ, que mede o preço do açúcar com cor Icumsa de 130 a 180, estava em R$ 137,06 por saca de 50 kg. Este valor já representava um aumento significativo, com a média entre 2 e 6 de setembro marcando R$ 136,47 por saca, uma alta de 4,02% em relação ao período anterior.

Porém, a situação continuou a se desdobrar. Na semana do dia 8, o preço alcançou R$ 140 por saca, o maior patamar desde o início de maio de 2024.

Segundo pesquisadores do Cepea, “a alta nos preços pode ser atribuída a uma série de fatores que afetam a oferta e a demanda. A seca prolongada e os incêndios em canaviais, que tiveram um impacto significativo no final de agosto, têm sido cruciais para a redução na oferta de açúcar.” Além disso, dados recentes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) indicam que a produção de açúcar em São Paulo na segunda quinzena de agosto deste ano foi de 2,073 milhões de toneladas, marcando uma queda de 11,82% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em termos de demanda, o cenário é um pouco mais complexo. Enquanto a procura pelo açúcar cristal branco tem aumentado, pesquisadores do Cepea observam que este aumento não é necessariamente um sinal de aquecimento do mercado. Em vez disso, parece ser uma medida preventiva por parte dos compradores que buscam garantir seus estoques em antecipação a uma possível continuação da alta nos preços.

Com informações do Cepea
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