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Preços do petróleo sobem 2% e tocam pico em quatro meses

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Os preços do petróleo subiram cerca de 2%, atingindo o maior nível em quatro meses nesta segunda-feira, 18, devido à redução das exportações de petróleo bruto do Iraque e da Arábia Saudita e aos sinais de maior demanda e crescimento econômico na China e nos Estados Unidos.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 1,55, ou 1,8%, para fecharem a US$ 86,89 por barril, enquanto o petróleo WTI dos EUA subiu US$ 1,68, ou 2,1%, para fechar a US$ 82,72.

Isso levou ambos os índices de referência para o território tecnicamente sobrecomprado, com o Brent fechando em seu maior nível desde 31 de outubro e o WTI fechando em seu patamar mais alto desde 27 de outubro.

Do lado da oferta, o Iraque – segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – disse que reduziria as exportações de petróleo para 3,3 milhões de barris por dia nos próximos meses para compensar o fato de ter excedido sua cota da Opep+ desde janeiro, uma promessa que reduziria os embarques em 130 mil barris por dia em relação ao mês passado.

Em janeiro e fevereiro, o Iraque bombeou muito mais petróleo do que uma meta de produção estabelecida em janeiro, quando vários membros da Opep e aliados como a Rússia, um grupo conhecido como Opep+, concordaram em apoiar o mercado.

Na Arábia Saudita, o maior produtor da organização, as exportações de petróleo caíram pelo segundo mês consecutivo, de 6,308 milhões de barris por dia em dezembro para 6,297 milhões de barris por dia em janeiro.

Na China, o maior importador de petróleo do mundo, a produção industrial e as vendas no varejo superaram as expectativas no período de janeiro a fevereiro, marcando um início sólido para 2024 e oferecendo algum alívio a autoridades, mesmo que a fraqueza do setor imobiliário continue sendo um entrave para a economia e a confiança.

A produção de petróleo bruto da China em janeiro e fevereiro aumentou 3% em comparação com os mesmos dois meses no ano passado, conforme as refinarias aumentaram a produção para atender à forte demanda por combustíveis de transporte durante o movimentado período de viagens do Ano Novo Lunar.

Reuters/Scott DiSavino

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