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Privatização da Petrobras não seguirá adiante, para FUP

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) demonstrou satisfação com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, disse que a expectativa com o novo governo é que a estatal se torne um vetor de desenvolvimento. No entanto, disse que teme que até 31 de dezembro o atual governo tome decisões visando a privatização da Petrobras.

“Até a posse do presidente eleito, em 1º de janeiro de 2023, a categoria petroleira seguirá vigilante em defesa da preservação da Petrobras e demais empresas estatais”, afirmou a FUP ontem, 21, em nota.

De acordo com a FUP, desde o início da gestão Bolsonaro, em janeiro de 2019, foram privatizados 63 ativos da Petrobras, que teriam sido realizados sem transparência, e a toque de caixa. “A vitória de Lula mostra que venceram a preservação da democracia e o desejo de desenvolvimento e crescimento econômico do país com inclusão, justiça social, distribuição de renda e integridade do patrimônio nacional”, afirmou a FUP.

De acordo com a federação, o processo de privatização está avançando depois que Fernando Antônio Ribeiro Soares foi nomeado para a assessoria do presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, em Brasília. O executivo teria sido cedido pelo ministro da economia, Paulo Guedes, com a missão de preparar a privatização da empresa.

Em nota divulgada pela imprensa, o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, disse que a atual política de preço de paridade de importação (PPI), que se baseia nas cotações internacionais do petróleo, na variação do dólar e nos custos de importação, só interessa aos grandes acionistas, majoritariamente estrangeiros, que vêm recebendo dividendos recordes enquanto mais de 30 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar.

Durante a campanha eleitoral, a FUP contribuiu com sugestões para o programa de governo de Lula, com propostas para o fortalecimento da Petrobras como indutora do desenvolvimento regional e nacional, e uma nova política de preço de combustíveis que leve em conta a condição do Brasil de autossuficiente em petróleo, ou seja, tendo grande parte de seus custos em real.

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