Problema ambiental não está no campo, afirma Ministro do Meio Ambiente

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declarou que os problemas ambientais estão longe do campo. Para ele, os grandes percalços se encontram na cidade. A declaração aconteceu durante a abertura da 27° Fenasucro & Agrocana, que acontece na cidade de Sertãozinho, São Paulo.

“Quem viaja pelo Brasil verifica que o problema ambiental não está no campo. Está nas cidades. São as cidades que despejam esgotos in natura nos rios, são elas que vivem num caos por conta do lixo e coleta mal estruturada”, afirmou o Ministro.

Agricultores que estão alegres hoje vão chorar amanhã”, afirma senadora

Salles contou que, ainda enquanto Secretario do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, viu de perto estudos que evidenciavam que as APPs hídricas – Áreas de Preservação Permanente – do estado de São Paulo vinham, anualmente, aumentando sua cobertura vegetal. Sendo recuperadas, sobretudo, pelo setor agropecuário.

“Acompanhei também a dificuldade em fazer valer a racionalidade e princípios de equilíbrio e bom senso”, declarou.

O setor é um dos grandes responsáveis pelo PIB brasileiro e, nem por isso, segundo o Ministro da pasta, deixou de ser objeto de preconceito e perseguição.

“Muitas vezes, essas opiniões não prezam pela melhor técnica e sim por uma visão equivocada de uma realidade que não condiz com a realidade que realmente acontece no campo”, declarou.

A escuridão em São Paulo

Durante o evento, o Salles aproveitou para comentar sobre a escuridão que pairou na tarde de ontem em São Paulo.

“Alguns disseram que é fumaça da Amazônia que cobriu a cidade. Essa afirmação parece até um vídeo que vi há um mês de um helicóptero que, segundo diziam, foi alvejado por tiros. No entanto, descobriu-se que tudo não se passava de uma montagem”, lembrou o Ministro.

Para ele, há um sensacionalismo irresponsável na área ambiental. E isso não contribui em nada para as melhores práticas e defesa efetiva das questões importantes do País. “Na área ambiental somos exemplo para o mundo. Preservamos mais de 66% da vegetação nativa e ainda temos a política mais restritiva sobre o tema”, afirmou.

“Estive recentemente em lugares da Amazônia e vi in loco a pobreza e falta de condições mínimas em que muitos vivem por lá. São mais de 20 milhões de pessoas na região mais rica em termos de recursos naturais no Brasil. No entanto, com os piores índices de desenvolvimento.”

Ao contrário do que querem fazer entender alguns, opinou o Ministro, destruir a Amazônia, segundo ele, está longe de ser a política do governo. “Desmonte ambiental foi feito pelo governo esquerda, que deixou problemas gravíssimos de orçamento, frotas sucateadas, prédios abandonados. E é contra ele que o governo tem atuado hoje”, finalizou.

Agenda ambiental 

Ricardo Salles disse que o Ministério tem hoje plena consciência da agenda ambiental. “Nós já somos um exemplo neste quesito para o mundo. Precisamos continuar a ser percebidos como tal. Isso, tanto no mercado interno quanto externo.”

Não colabora para tanto, salienta em momento do discurso, posturas adotadas por algumas, segundo ele “ONG’s e pseudos acadêmicos”. “Essas pessoas vivem, ano após, não só á custa do dinheiro público, mas às custas de dinheiro estrangeiro, que tem fomentado de maneira continua embaraços ao agro e ao desenvolvimento do Brasil, quer seja por questões economias ou ideológicas”, afirmou.

 

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui