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Produção de cana pode dobrar até 2030 com tecnologia de ‘cana semente’

Foto/Ilusrtativa (Crédito:Pxhere)
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Novas variedades de cana e a introdução da cana semente, tecnologia que promete desenvolver uma forma de plantar a cultura em forma de semente, são as inovações que poderão trazer ganhos de produtividade e dobrar a produção de cana no Brasil até 2030.

“Com a adoção de novas variedades e da semente como forma de plantio, podemos
dobrar a produção da cana com a mesma terra que está sendo utilizada hoje”, disse João Teixeira, CEO da Copersucar, ontem, durante evento organizado pelo Credit Suisse.

Além de novas variedades, a tecnologia da cana semente vem sendo desenvolvida pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), que tem como sócias algumas usinas do setor, além da gigante Raízen e Copersucar.

A produtividade média da cana-de-açúcar não vem evoluindo. A TCH oscilou entre 67 e 76,9 toneladas por hectare na última década e, particularmente nesta safra 2021/22, o
rendimento agrícola sofreu forte queda com a série de problemas climáticos – seca,
geadas e incêndios nos canaviais – que atingiu o Centro-Sul do país

Cana poderia ser replantada todo ano

O CTC trabalha no desenvolvimento de uma nova tecnologia de plantio, baseado no uso de sementes de cana, obtidas por técnicas de clonagem. Esta tecnologia poderá, de acordo com o CTC, proporcionar diversos benefícios, como elevadas taxas de multiplicação, diminuição de custos de produção, sanidade do material genético, simplificação operacional, aumento da eficiência de plantio e liberação da área de viveiros para plantio comercial.

O projeto deve dar mais um passo significativo em 2023, quando começará o primeiro projeto-piloto de plantio da cana semente. “Todo o processo tecnológico está dominado. O desafio de desenvolver a cápsula que vai proteger a planta está pronto”, revelou o CEO da Copersucar.

Uma das vantagens do plantio com sementes apontado por Teixeira, é que a tecnologia permitirá que o canavial seja totalmente replantado a cada safra, reduzindo de custos.

“Hoje, depois do corte, deixa-se o broto da cana germinar de novo. Mas, na cana de segundo corte, há perda de produtividade de 20%, e depois de mais 20%, até que se decide que faz sentido fazer um novo investimento de capital para começar um broto original. O processo de plantio via sementes muda essa dinâmica”, afirmou em conferência.

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