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Produção de etanol de milho trouxe incremento de 21% na produção de MS

Imagem/Ilustrativa: RPAnews
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Com o  início da produção de etanol de milho no Mato Grosso do Sul em 2022, trouxe um incremento de 21% na produção do biocombustível no estado, que até então só produzia o insumo a partir da cana-de-açúcar. Na temporada 2022/23, Mato Grosso do Sul produziu 3,2 bilhões de litros de etanol, volume 33% maior que o do ano-safra anterior.

Deste total, pelo menos 685 milhões de litros deste montante foram fabricados a partir do milho, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com base em dados da Biosul (Associação de Produtores de Bionergia do Estado).

A perspectiva é de que o biocombustível feito a partir de milho aumente sua participação já a partir deste ano, com a entrada em operação da usina Neomille, em Maracaju. A usina está sendo instalada às margens da rodovia MS-157 em uma área de 115 hectares, em Maracaju. A meta de processamento anual é de 1,2 milhão de toneladas de milho ao final de todo o processo de implantação da usina, com a produção de 510 mil metros cúbicos/ano de etanol, além de subprodutos como o DDG, ou farelo de milho (310 mil toneladas/ano), gerar 100 Gigawatts de energia e produzir óleo de milho (22 mil metros cúbicos/ano).

Atualmente, apenas uma planta está em operação, a da Inpasa, em Dourados. No ano passado, de acordo com a Semadesc, a empresa produziu 318 milhões de litros de etanol hidratado e 367 milhões de litros de anidro a partir do milho.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, em nota, a expansão do etanol de milho é estratégica para Mato Grosso do Sul e o segmento ainda proporciona a produção de outros produtos, como o DDG. “Temos uma empresa operando e outra que será inaugurada neste ano, o que coloca o estado no cenário nacional de produção de etanol”, diz Verruck.

Natália Cheubin com informações da Semadesc

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Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

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