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Produção mensal de petróleo no Brasil supera 4 mi barris ao dia, em média, pela primeira vez

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A produção de petróleo no Brasil cresceu 23,2% em outubro ante o mesmo mês de 2024 e superou pela primeira vez a marca de 4 milhões de barris por dia na média mensal, com o desenvolvimento de importantes campos no pré-sal, apontaram dados publicados nesta terça-feira, 2, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No total, o país produziu 4,03 milhões de bpd em outubro. Houve ainda um crescimento de 2,9% na comparação com setembro, informou a agência. A marca apaga o recorde anterior, que havia sido de 3,959 milhões de bpd, em julho deste ano.

O crescimento da produção de petróleo aconteceu com um recorde na extração do pré-sal, que somou 3,309 milhões de bpd nessa área, ante o recorde anterior registrado em setembro, de 3,2 milhões de bpd.

Em outubro, a Petrobras manteve sua liderança na produção de petróleo no Brasil, com 2,51 milhões de bpd, o que representa um crescimento de 27% em relação ao mesmo mês de 2024.

De um ano para outro, a estatal elevou a produção em mais de 500 mil barris por dia, com reforço de novas plataformas como Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, o FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, e Maria Quitéria, em Jubarte.

A Shell Brasil também apresentou desempenho positivo, com produção de 412,93 mil bpd em outubro de 2025, alta de 13% versus o mesmo mês de 2024. Já a TotalEnergies teve alta de 29%, passando de 146,6 mil para 189 mil bpd.

Por sua vez, a produção de gás natural do Brasil em outubro foi de 194,78 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 2,2% em comparação ao mês anterior e de 22,5% com relação a outubro de 2024.

Mas nem toda a produção de gás vai para o mercado. Com base no boletim da ANP de outubro de 2025, do total produzido de gás natural, apenas 63,05 milhões de m³/d ficaram disponíveis ao mercado, com 108,337 milhões de m³/d sendo reinjetados nos campos produtores.

Em setembro, o gás disponível ao mercado havia sido de 66,245 milhões de m³/d, com a reinjeção somando 102,238 milhões de m³/d.

Reuters| Marta Nogueira
Com reportagem adicional de Fernando Cardoso

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