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A safra 2021/22 carrega uma herança difícil deixada pela safra 2020/21 no quesito produção, já que este ano o volume de cana e sua qualidade serão menores, devido a seca que vem atingindo os canaviais desde o ano passado.

Com base no cenário atual de clima e com a expectativa de que nos próximos meses o padrão seco seguirá presente no cinturão canavieiro, o Itaú BBA, estima que a produtividade média até o final da safra seja de 72,5 toneladas de cana por ha, representando queda de 6,8% comparado com a safra 2020/21.

“Isso somado à maior intenção de plantio de cana de 18 meses, que consequentemente reduz a área disponível para colheita, nos faz prever um volume disponível para moagem no Centro-Sul de 560 milhões de toneladas, 7,5% abaixo da safra anterior”, dizem os analistas do banco em relatório.

Em relação ao mix de produção, as altas das cotações do açúcar em reais, na esteira do dólar valorizado e do ambiente de déficit global do adoçante, estimularam a fixação antecipada das usinas brasileiras de tal modo que antes do início da moagem cerca de 85% do açúcar da safra já havia sido comercializada.

“Com isso, a estimativa de mix do adoçante é de 46,5% (com uma rigidez maior diante das fixações), com produção de 34,5 milhões de toneladas de açúcar”, dizem os analistas.

Por Natália Cherubin, com informações do Itaú BBA

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