Home Últimas Notícias Quantas toneladas de cana-de-açúcar é preciso para pagar a sua produção?
Últimas Notícias

Quantas toneladas de cana-de-açúcar é preciso para pagar a sua produção?

Cana-de-açúcar pode proporcionar um futuro mais verde e limpo e gerar novas oportunidades de rentabilidade para o produtor
Compartilhar

Quantas toneladas de cana-de-açúcar um produtor ou usina precisa para pagar a sua produção? Segundo o especialista do Pecege, João Rosa, depende. Se for só para açúcar, cerca de 63 t/ha. Agora, se for só etanol, é 106 t/ha.

De acordo com os valores apurados pelo Pecege Consultoria e Projetos, o custo de produção operacional (sem depreciação e capital) da cana-de-açúcar para a safra 2023/24 foi de 12.702 R$/ha.

“Em termos práticos, esse valor independe do que será feito com a cana, certo? É uma referência de valor por metro quadrado. Então, o que determina, neste caso, as diferenças na relação de troca é o preço do produto final, que foram bem distintos entre açúcar e etanol”, explica Rosa.

De acordo com análise de Rosa, enquanto o preço do ATR, base Consecana/SP, para o açúcar foi de 1,4472 R$/kg ATR, o etanol amargou o patamar de 0,8614 R$/kg ATR. Ao relacionar esses referenciais com a qualidade média (ATR), o valor da tonelada de cana, que dá, respectivamente, 201 R$/t e 120 R$/t. Ou seja, o etanol 40% a menos de preço.

 

“Para fazer uma conta de chegada com o preço de fechamento da safra passada de 1,2028 R$/kg, fiz uma conta utilizando o mix de produção/comercialização, o que resulta em um preço médio de 167 R$/t. Neste caso, relacionando o referencial de R$/ha com este preço, tem-se o custo em relação de troca de 76 t/ha. Este seria o ponto de equilíbrio médio. Se produziu acima disso, farra, pinga e foguete. Se produziu abaixo, fumo”, explica o especialista do Pecege.

Segundo Rosa, tomando pelo mesmo racional, porém, incorporando o mix e respectivos preços de etanol e açúcar é possível concluir que dependendo da situação, o termômetro entre ser bom ou ruim é completamente diferente. “É óbvio que a busca pela otimização de custos e o alcance de patamares racionais econômicos de produtividade é a prioridade. Mas também, se não tiver preço, ‘nem Jesus na obra’, como diria minha sogra!”, afirmou Rosa, em análise divulgada em seu Linkedin.

Compartilhar
Artigo Relacionado
MercadoÚltimas Notícias

Exportações de açúcar VHP caem 19% em julho; etanol avança 18%

As exportações brasileiras do complexo sucroenergético apresentaram desempenhos distintos em julho. Enquanto...

Últimas NotíciasAgrícola

Rubi S.A. amplia uso de drones no canavial e fortalece manejo sustentável de pragas

Drones já são utilizados em cerca de 14 mil hectares dos canaviais...

Últimas Notícias

Lula assina decretos sobre energia, incluindo abertura de mercado e hidrogênio verde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 12, quatro...