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Safras na Ásia em 2025/26 mantêm o mercado de açúcar pressionado

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Projeção do Itaú BBA é de uma moagem de 590 milhões de t de cana, 5% menor que da safra 24/25.

O balanço de açúcar aponta para um déficit de 4,9 milhões de t na safra 2024/25, devido às revisões da safra da Ásia. Já as primeiras estimativas para 2025/26 apontam para um
superávit de 2,6 MM t, por conta da recuperação da produção,especialmente nos países asiáticos. Os dados são do último levantamento do Itaú BBA.

De acordo com o banco, as projeções climáticas são construtivas para a produção na Índia, com expectativas de que as monções cheguem mais cedo que o normal, além de volumes de chuva acima da média. “Já o risco da produção brasileira vir abaixo do esperado está na conta das usinas
brasileiras, mas esse risco ainda parece ser minimizado pelo mercado”, disse o BBA em relatório.

As estimativas iniciais para a produção de açúcar na Ásia
apontam para um importante incremento anual. Espera-se
que a produção na Índia e no Paquistão apresentem a maior variação anual, por conta da normalização da produtividade frente à quebra do ano passado.

“Esperamos que a produção na Índia cresça 18% na safra 2025/26, e no Paquistão aumente 12% no ano. Enquanto na Tailândia e na China são esperados crescimentos mais moderados, 8% e 4%, respectivamente.”

Na Tailândia, o aumento de área se mantem, por outro lado, a projeção de chuvas não está muito favorável, o que poderá mudar as nossas estimavas nos próximos meses.
Entre os grandes produtores globais, a União Europeia é o
único para o qual se espera uma redução relevante, segundo o banco.

A produção conjunta da UE27 e do Reino Unido deve recuar 4% na safra 2025/26, por conta da menor área plantada de beterraba sacarina. “Além disso, o clima no continente segue seco e quente, o que é umrisco para a produção agrícola”, dizem os analistas do Itaú BBA.

Do lado do CS Brasil, o banco estima que amoagem de cana seja 5% menor do que a passada. “Quando abrimos essa estimativa por regiões, algumas áreas como o oeste e noroeste de São Paulo deverão ter reduções ainda mais severas, enquanto áreas como o PR e MS deverão ter produtividades maiores do que da safra passada. O mercado precisará de mais informação e tempo para saber se há espaço para quedas ainda maiores para a região como um todo.

“Projetamos moagem de 590 milhões de t, 5% menor que da safra 24/25. Assumindo um ATR médio de 141,0 kg/tonelada de cana (frente aos 141,2 kg em 24/25), e um mix de açúcar de 52,0% (contra 48,1% na safra anterior), nossa estimativa de produção de açúcar é de 41,2 MM t, um crescimento de 2,7% comparando com a safra anterior”, afirmou o BBA.

Natália Cherubin para RPAnews

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