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Santa Terezinha comprova ganhos operacionais após testes com novo diesel em quatro unidades

No aspecto ambiental, o estudo apontou a mitigação de 863 toneladas de CO₂ equivalente no CTT durante os três meses de aplicação, totalizando 2.300 toneladas ao considerar a operação completa.
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A Usina Santa Terezinha apresentou os resultados da avaliação de desempenho do Diesel Agritop, realizada ao longo de três meses em quatro de suas unidades operacionais, em parceria com a Vibra. O objetivo foi medir o impacto do combustível nas etapas de Colheita, Transbordo e Transporte (CTT), responsáveis pela maior parte do consumo de diesel no processo agroindustrial.

Segundo o levantamento, houve redução média de 9,7% no consumo consolidado do CTT, equivalente a cerca de 380 mil litros economizados no período. Também foi registrada queda de 45% nas paradas emergenciais por perda de potência, além da eliminação de mais de 1.250 trocas de filtros. Os resultados contribuíram para maior disponibilidade da frota e menor demanda por manutenção.

O uso do Agritop dispensou a necessidade de aditivação manual, prática comum em operações de grande escala, reduzindo etapas operacionais e riscos associados ao manuseio de produtos químicos.

No aspecto ambiental, o estudo apontou a mitigação de 863 toneladas de CO₂ equivalente no CTT durante os três meses de aplicação, totalizando 2.300 toneladas ao considerar a operação completa. Em projeção anual, o potencial de redução pode superar 12 mil toneladas de CO₂.

A Vibra forneceu suporte técnico para armazenamento e abastecimento, garantindo as condições adequadas para o uso do combustível durante o período de avaliação.

Diante dos resultados, a Usina Santa Terezinha decidiu ampliar o uso do diesel Agritop para outras unidades ainda em 2025, prevendo adoção total antes do início da próxima safra. “O Agritop trouxe ganhos de eficiência em toda a cadeia, reduziu paradas de máquinas e eliminou processos manuais de aditivação que geravam riscos e custos adicionais”, afirma Sérgio Galinari, diretor do Centro de Serviços Compartilhados da usina.

A Vibra também destacou o desempenho observado. “Esse diesel premium de alta performance é a nossa melhor energia para o agro brasileiro”, afirma Juliano Prado, vice-presidente Comercial B2B da empresa.

Para a vice-presidente de Produtos e Experiência do Cliente da Vibra, Mariana Santarém, os resultados reforçam a adequação do combustível às operações agroindustriais. “A parceria com a Usina Santa Terezinha mostra que é possível avançar em eficiência, reduzir custos e atender às metas de sustentabilidade”, afirma.

Ao longo dos três meses de avaliação, a Usina Santa Terezinha registrou uma redução consolidada de 9,7% no consumo de diesel no CTT, o que equivale a 380 mil litros economizados no período. O detalhamento por etapa mostra economia de 14,2% na colheita, 3,3% no transbordo e 7,4% no transporte. Além da economia de combustível, a operação também contabilizou a mitigação de 2.300,38 toneladas de CO₂ em três meses, com potencial anual estimado em 12.337,47 toneladas. Houve ainda redução de 45% nas paradas de máquinas por perda de potência, eliminação de 1.252 trocas de filtros e o fim da aditivação manual, prática que trazia riscos operacionais e demandava etapas adicionais de manuseio.

Segundo a Vibra, o desempenho observado na Santa Terezinha está relacionado às características técnicas da formulação do diesel utilizado. O Agritop possui sistema de aditivação desenvolvido para reduzir a formação de depósitos nos injetores, minimizar o bloqueio precoce de filtros e diminuir processos de oxidação e corrosão em componentes metálicos. A formulação também é projetada para operar com maiores teores de biodiesel e inclui agentes que promovem limpeza interna do sistema, reduzindo formação de borra e oxidação.

De acordo com a companhua, em termos operacionais, o combustível conta ainda com propriedades que favorecem a combustão, por meio de índice de cetano mais elevado, e com aditivos antiespumantes que aceleram o processo de abastecimento. Essas características são direcionadas ao uso em equipamentos agrícolas de alta demanda, como colhedoras de cana, tratores, transbordos, caminhões canavieiros e máquinas empregadas no preparo de solo, plantio, pulverização e logística.

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