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Centro-Sul tem mais de 5,2 mil colhedoras de cana, mas eficiência média chega a 45%

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Quantas colhedoras de cana existem rodando nos canaviais do Centro-sul? Ou qual o tamanho desse mercado? De acordo com dados do Pecege, o setor deve contar com algo em torno de 5.300 máquinas que contam com uma eficiência média de 45%.

De acordo com João Rosa, sócio-diretor do Pecege, o número 5.300 colhedoras de cana foi calculado por meio de uma metodologia clássica para dimensionamento de máquinas, volumes de produção e parâmetros de safra, considerando a temporada 2023/24, apurados pelo Pecege Consultoria e Projetos e, dados médios de desempenho de cerca de 3.800 colhedoras, acompanhadas pela empresa Solinftec.

“Sem dúvidas, o que mais chama atenção neste exercício de dimensionamento é o indicador de eficiência, em 45%. Ele representa o aproveitamento final da máquina, descontando todos os demais tempos, exceto clima. Afinal, a máquina não trabalhar por questões climáticas é problema de São Pedro, não do equipamento ou gestão em si. A influência do clima no modelo está no dimensionamento da janela de operação e não no desempenho da máquina em si”, destacou Rosa.

Em um cenário sem qualquer impedimento climático, considerando que, portanto, uma usina ou produtor tem as 24 horas do dia para colher cana, Rosa explica que, se a eficiência média de colheita fica em torno de 45%, é a mesma coisa de dizer que a colhedora esta efetivamente colhendo cana por 10,8 horas no dia. “As outras 13,2 horas ela está fazendo outra coisa que não cortando cana. Esta fazendo manobra, em manutenção, abastecendo ou simplesmente parada por problemas de gestão como, por exemplo, falta de transbordo”, observa o especialista do Pecege.

Ainda de acordo com Rosa, é uma eficiência ou ineficiência que chama atenção. Principalmente, quando se traz para o racional o preço dos ativos. “É muita grana envolvida para que, em média, um terço do nosso dia azul seja perdido. Afinal, são 7 horas que vão pro saco. Em duas décadas de mecanização da colheita (se intensificou depois dos anos 2000), é visível a evolução da operação. Hoje fazemos melhor e mais barato que há 20 anos atrás. Mas, não há duvidas que ainda tem espaço para melhorias”, aponta o especialista do Pecege.

Natália Cherubin
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