Augusto Billi defendeu a manutenção do imposto como forma de garantir a competitividade dos produtores brasileiros, sobretudo do Nordeste
O novo secretário de comércio e relações internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi, defendeu a manutenção da tarifa sobre a importação do etanol e a classificou como “relevante” para os produtores brasileiros em meio ao tarifaço norte-americano.
Durante as audiências de negociação entre Brasil e Estados Unidos, os americanos defenderam o fim dessa taxa por ser uma barreira comercial desleal. Na avaliação de Billi, esse imposto é necessário para garantir a competitividade da indústria nacional, especialmente as plantas do Nordeste, disse em entrevista à CNN.
“Aquilo que a indústria nacional tem falado para nós: a tarifa seria relevante. A tarifa ainda é importante, especialmente quando a gente fala das usinas do Nordeste, que são beneficiadas por cotas preferenciais”, afirmou o secretário nesta segunda-feira, 27.
“E o que o setor fala é que realmente a redução da tarifa de importação seria danosa ao setor”, complementou.
Impacto do tarifaço
Billi destacou que cerca de 60% dos produtos do agro foram isentos das sobretaxas de 12,5% e 25% dos Estados Unidos.
Por outro lado, o Mapa estima que 37% dos produtos serão impactados pelas duas investigações, com sobretaxa de 37,5%, enquanto 0,2% dos embarques estarão com a alíquota de 25% e 4,1% com taxa de 12,5%.
Para o secretário, a estratégia do Ministério de abertura de mercados, que ultrapassa 660 nos últimos quatro anos, é uma forma de diminuir os impactos dessas taxas.
CNN Brasil| Arthur Bambini
Sob a supervisão de Gabriella Weiss


