A União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) realizou, entre os dias 8 e 11 de setembro, em parceria com a ApexBrasil e a representação permanente do Brasil junto à Organização Marítima Internacional (IMO), uma missão técnica com representantes de França, Dinamarca, Singapura, Angola, Panamá e Moçambique.
De acordo com a entidade, a agenda integra a estratégia de ampliar a presença do etanol brasileiro em debates internacionais sobre descarbonização, além de aproximar o setor sucroenergético de novos mercados, aplicações e interlocutores relevantes.
Neste contexto, a Unica acredita que o transporte marítimo representa uma dessas novas frentes de atuação. Em meio ao esforço global para redução das emissões de gases de efeito estufa, a IMO vem discutindo diferentes alternativas de combustíveis de menor intensidade de carbono, entre elas o etanol.
Para a Unica, esse movimento abre uma oportunidade relevante para o setor brasileiro, especialmente diante da escala de produção, da experiência acumulada ao longo de décadas e dos padrões de sustentabilidade já incorporados à cadeia nacional.
Durante a missão, a delegação conheceu diferentes etapas da cadeia brasileira de biocombustíveis, com visitas à usina São Manoel, produtora de etanol de cana-de-açúcar, em agenda apoiada pela Copersucar, e a uma planta de etanol de milho da FS.
“As visitas contribuíram para aprofundar a compreensão da delegação sobre a base produtiva dos biocombustíveis no Brasil, apresentando diferentes rotas de produção, suas características e os avanços alcançados em eficiência, produtividade e sustentabilidade”, disse a Unica, em nota.
A programação também incluiu agendas no Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), onde foram apresentados avanços em pesquisa, inovação, produtividade agrícola e sustentabilidade.
Na etapa final, o grupo se reuniu com a autoridade portuária de Santos, ampliando a discussão para aspectos de infraestrutura, logística, armazenamento e potenciais condições para o uso de biocombustíveis nas operações marítimas.
De acordo com a Unica, iniciativas como essa são importantes porque contribuem para ampliar o horizonte de demanda do setor e fortalecer a inserção internacional do etanol brasileiro.
Na visão do diretor de estratégias e novos mercados da Unica, Eduardo Leão de Sousa, “a aproximação com novos interlocutores permite antecipar debates regulatórios, compreender requisitos de certificação e rastreabilidade, apresentar os atributos ambientais da produção brasileira e criar condições para que o etanol seja considerado em novas aplicações e estratégias de descarbonização”.



