Home Últimas Notícias Usina Caeté aposta em bioeletricidade para ganhar autonomia energética e avançar em sustentabilidade
Últimas Notícias

Usina Caeté aposta em bioeletricidade para ganhar autonomia energética e avançar em sustentabilidade

Compartilhar

Energia gerada a partir do bagaço e da palha da cana passa a abastecendo não só a indústria da Caeté como o mercado de energia e a operação de irrigação, reduzindo custos e emissões

A Usina Caeté, referência do setor açucareiro em Alagoas, passou a utilizar energia elétrica gerada a partir de biomassa em suas instalações. A bioeletricidade, produzida com o aproveitamento do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, vem se consolidando como um pilar estratégico para a sustentabilidade operacional da companhia, em um cenário marcado pela elevada volatilidade dos custos da energia elétrica convencional. A iniciativa também representa um avanço da empresa em direção a um modelo energético baseado em fontes renováveis.

Segundo Luiz Magno Brito, diretor agroindustrial da Caeté à TNH1, o investimento em bioenergia vai além da redução de custos. De acordo com o executivo, a prática proporciona maior autonomia e previsibilidade à operação da usina. Do ponto de vista ambiental, a geração de energia a partir da biomassa permite dar uma destinação produtiva a subprodutos do processo industrial, como o bagaço da cana, contribuindo para a redução da pegada de carbono ao mesmo tempo em que se utiliza um material que, de outra forma, não teria aproveitamento econômico.

“Utilizamos o bagaço extraído da moagem da cana-de-açúcar como combustível para ser utilizado nas caldeiras, que geram vapor ao aquecer água”, explica Brito. “Este vapor produzido é direcionado para o acionamento de moendas, além de ir também para a casa de força, alimentando os turbo geradores que levam energia para toda a nossa operação”, disse.

Na unidade Matriz da Caeté, a destinação da bioenergia gerada é distribuída entre diferentes usos. Cerca de 30% do volume produzido é direcionado ao consumo próprio da usina e à central termelétrica, enquanto 25% atende à irrigação agrícola. Os 45% restantes são comercializados no mercado de energia. Segundo o diretor, a venda do excedente é suficiente para cobrir os custos de manutenção da própria central termelétrica.

“A produção de energia excedente é capaz de cobrir os custos com a manutenção da própria central termelétrica”, afirma Brito. “É muito importante demonstrar esta produção de energia renovável, reforçando o compromisso da empresa com políticas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental”, disse em entrevista ao TNH1.

Do ponto de vista técnico, o diretor destacou que o principal desafio da operação está na otimização dos balanços de massa e térmico, fator determinante para a escolha adequada dos equipamentos. “O principal fator para esse tipo de operação é o crescimento e a estabilidade no fornecimento de matéria-prima, como o bagaço da cana, já que, sem ela, não é possível pensar em uma produção maior”, ressaltou.

Brito também enfatizou a importância de políticas públicas voltadas ao estímulo da eficiência energética no setor. “Há uma necessidade de estimular uma política de investimentos em eficiência energética nas plantas de cana-de-açúcar, assim como uma política melhor de preços para energias renováveis, algo essencial para viabilizar este tipo de investimento”, conclui.

Com informações do TNH1

Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

IAC e Better Beef firmam parceria para desenvolver batata-doce voltada à produção de etanol e biometano

Acordo prevê desenvolvimento de cultivares industriais com maior rendimento para biocombustíveis e...

Últimas Notícias

Estados Unidos mantêm cota mínima de importação de açúcar para 2027

USTR confirma volume mínimo previsto na OMC para açúcar bruto; Brasil é...

Últimas Notícias

Raízen nomeia Felix Faber como vice-presidente do conselho de administração

Executivo indicado pela Shell tem mais de 26 anos de experiência no...

Últimas Notícias

Petróleo fecha acima de US$ 100 pela primeira vez desde maio com tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo fecharam acima de US$ 100 nesta quinta-feira, 23,...