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Usina consegue duplicar sua capacidade de produção de mudas

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Se estimarmos que a área plantada no Brasil de cana-de-açúcar é aproximadamente 10 milhões de hectares e que aproximadamente 15% dessa área é renovada anualmente, de maneira bem superficial, quase 1,5 milhões de hectares são plantados todo o ano. A muda usada representa, de acordo com Daniel Pedroso, engenheiro agrônomo e especialista da Netafim, cerca de 37% do valor do custo de plantio e mesmo assim, nem sempre a usina ou o fornecedor tem acesso a mudas de boa qualidade.

“Agronomicamente falando, uma muda de boa qualidade, deve ter de 6 a 10 meses de idade, possuir bom vigor, boa sanidade e ser oriunda de cana planta ou no máximo de primeiro corte. Dependendo que quando é realizado o plantio, para se ter mudas boas é necessário que o viveiro deva ser plantado entre os meses de Junho – Outubro, ou seja, nos meses de estiagem na região centro – sul. Fato que não é normalmente realizado em condições normais”, explica.

No entanto, visando encontrar independência dos regimes hídricos e com isso flexibilizar sua janela de plantio, uma usina da região de Ribeirão Preto, SP, adotou o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo em uma área de 30 hectares em 2021.

Com o plantio do canavial e início da irrigação no mês de abril, logo no primeiro ano, em 2021, utilizou o material vegetal como mudas para o plantio de algumas áreas.

De acordo com Pedroso, o sistema formado por gotejadores enterrados autocompensados, DripNet PC, com vazão 1,0 L/h, espaçados a 0,50 m e com a adoção do sistema de controle e fertirrigação de alta tecnologia, o Netbeat, esse sistema proporcionou uma taxa de multiplicação de 1 ha de mudas para 11,5 hectares plantados, mais que dobro para aquele ano, cuja média das mudas oriundas de canaviais de sequeiro que foi de 1 ha de muda para 4 hectares plantados.

“Além disso, o que mais chamou a atenção dos técnicos da usina é que a emergência das mudas ocorreu em 15 dias, ao contrário dos 30 dias que estavam habituados”, revelou.

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