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Usina da Raízen é autuada por acidente em despejo de vinhaça

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A usina Costa Pinto, da Raízen, foi autuada em cerca de R$ 240 mil por despejo direto de vinhaça. O resíduo industrial da unidade de Piracicaba (SP) foi para o Ribeirão Cachoeira, afluente do Rio Piracicaba. Segundo informações da Cetesb-SP (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), divulgadas pelo portal G1, o fato foi constatado em maio deste ano após a morte de peixes.

A autuação ocorreu no último dia 10 de junho. O valor da multa é de 7.500 unidades fiscais do estado de São Paulo (Ufesps), o equivalente a R$ 239,8 mil. Em nota enviada ao G1, a Cetesb afirmou que multou a usina da Raízen “por aplicar vinhaça, efluente líquido industrial, de forma generalizada e sem controle no solo”.

Segundo a Cetesb, o despejo do resíduo provoca danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. “A aplicação de vinhaça, de forma generalizada e sem controle no solo, provoca a formação de áreas empoçadas e acúmulo de efluente nas curvas de nível, bem como lança poluente (vinhaça), sem tratamento, nas áreas de preservação permanente de nascente e no Ribeirão Cachoeirinha, tornando ou podendo tornar as águas ou solos impróprios, nocivos ou ofensivos à saúde, inconvenientes ao bem-estar público; danosos aos materiais, à fauna e à flora; prejudiciais à segurança, ao uso e gozo das propriedades, bem como às atividades normais da comunidade”, disse a Cetesb.

Em nota, a Raízen confirmou o escoamento do subproduto após instabilidade operacional em decorrência de fortes chuvas e afirmou tomar medidas contenção. De acordo com a assessoria de imprensa da Raízen, empresa identificou um escoamento de vinhaça no dia 24 de maio e que tomou todas as medidas de contenção.

“Em razão de instabilidade operacional seguida de fortes chuvas, a Raízen identificou um escoamento superficial de subproduto de sua operação na Fazenda São Luiz, em Piracicaba (SP). Prontamente, a companhia adotou todas as medidas de contenção, mitigando maiores impactos”, afirma em trecho de nota enviada ao G1.

A empresa esclareceu ainda que dispõe de mecanismos de controle e equipe treinada para pronta atuação, seguindo as normas e protocolos ambientais, em conformidade com o Plano de Aplicação de Vinhaça (PAV). “A companhia está em contato com os órgãos competentes para garantir ações contínuas voltadas à prevenção e proteção do meio ambiente”, concluiu.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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