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Usina de Paulicéia da Caeté espera 2,25 mi t de cana em 2026/27 e considera incluir milho

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A usina do grupo Caeté (Carlos Lyra) em Paulicéia (SP) iniciou a safra 2026/27 com expectativa positiva de produção. Segundo o gerente industrial da unidade, José Márcio Pereira de Oliveira, a moagem deve superar a da safra passada, alcançando cerca de 2,25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Em safras futuras, esse volume pode ser ampliado pela inclusão de outra matéria-prima. Oliveira revela que, entre os projetos em estudo pela diretoria da empresa para as próximas temporadas, está a possibilidade de implantação de uma fábrica de etanol de milho na unidade.

Segundo ele, a estrutura existente favorece esse tipo de investimento, já que a usina dispõe de biomassa – como o bagaço da cana – para geração de energia. “A tecnologia já está consolidada no Brasil. Estamos estudando custos e viabilidade, mas é um caminho possível para o futuro da unidade Paulicéia”, afirma.

Para esta safra, a estimativa é produzir cerca de 2,6 milhões de sacas de açúcar e aproximadamente 100 milhões de litros de etanol.

Segundo Oliveira, o resultado ainda pode melhorar dependendo das condições climáticas ao longo do ano. “Se tivermos um período de chuvas favorável, a produtividade no campo pode aumentar e até superar a previsão inicial”, explicou.

Novo armazém amplia estrutura

Um dos principais avanços recentes da unidade Paulicéia foi a conclusão do novo armazém de açúcar. O espaço entrou em funcionamento em setembro do ano passado e, segundo o gerente, superou as expectativas da equipe.

“O armazém rodou muito bem. A qualidade do açúcar armazenado se manteve estável, sem aumento de umidade, o que era uma preocupação inicial”, destacou o gerente industrial.

Segunda a Caeté, a estrutura recebeu investimento de aproximadamente R$ 28 milhões e possui capacidade para armazenar 50 mil toneladas de açúcar VHP. O sistema permite armazenagem a granel e possui equipamentos que automatizam parte do processo de retirada do produto para expedição.

Além disso, os equipamentos instalados no novo armazém foram dimensionados pensando no crescimento da produção. “Atualmente, produzimos entre 16 e 18 mil sacos por dia, mas os transportadores e elevadores de açúcar já estão preparados para operar com mais de 40 mil sacos diários”, explicou o gerente industrial.

Melhorias na eficiência energética

Paralelamente à construção do armazém, a unidade Paulicéia também realizou investimentos para melhorar a eficiência energética da planta. De acordo com a companhia, foram instalados dois novos trocadores de calor regenerativos, com investimento de cerca de R$ 1,8 milhão. A tecnologia permite reaproveitar calor do processo industrial, reduzindo o consumo de vapor gerado na caldeira.

Com o novo sistema, a expectativa é reduzir o consumo em 10 a 12 toneladas de vapor, aumentando a estabilidade do processo e contribuindo para ganhos operacionais na produção de etanol.

Além disso, a usina busca manter práticas voltadas à sustentabilidade, afirma a companhia. Todo o bagaço da cana gerado na moagem é utilizado para produção de energia, enquanto resíduos como torta de filtro, cinzas e vinhaça são reaproveitados na agricultura.

Segundo Oliveira, o consumo de água da unidade Paulicéia está abaixo dos limites estabelecidos pelos órgãos ambientais. “O limite permitido é de um metro cúbico de água por tonelada de cana. Hoje, estamos operando entre 0,7 e 0,8, o que demonstra nosso compromisso com a sustentabilidade”, relata.

O gerente ainda afirma que a usina utiliza sistemas automatizados com inteligência artificial em algumas malhas de controle do processo industrial, auxiliando na tomada de decisões operacionais. “Estamos sempre buscando novas tecnologias para manter a planta atualizada e competitiva”, completa.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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