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Usina Serra Grande celebra 100 anos do etanol no Brasil

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Evento reúne autoridades, mostra a história do biocombustível e celebra a inovação pioneira de Salvador Lyra em Alagoas.

A Usina Serra Grande, em São José da Laje, está sendo palco da comemoração dos 100 anos do etanol no Brasil, nesta segunda-feira (8). O evento, organizado pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Etanol no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), em parceria com a própria usina e o Governo de Alagoas, contará com a presença do governador Paulo Dantas, do presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, do diretor-presidente da Usina Serra Grande, Antônio Bezerra, além de conselheiros do sindicato e convidados especiais.

A solenidade terá programação diversificada, incluindo apresentações sobre a história do etanol, exposições de veículos antigos adaptados para o uso do USGA – mistura pioneira de etanol, éter e óleo de rícino – e visitas às instalações históricas da usina, onde ainda podem ser vistos projetos idealizados pelo industrial Salvador Lyra, como barragens e pequenas hidrelétricas.

A programação do centenário começou às 10h, com a recepção de autoridades e convidados no Museu da Usina Serra Grande. Às 11h30, será realizada a entrega do livro comemorativo editado pelo Governo de Alagoas, seguida da assinatura de atos oficiais. Ao meio-dia, haverá o descerramento da placa comemorativa aos 100 anos do etanol no Brasil, além da visita à primeira locomotiva que transportou o combustível. O evento seguirá com almoço oferecido aos convidados, às 12h30.

Há exatos 100 anos, em 1924, Salvador Lyra iniciou, na Usina Serra Grande, os primeiros testes com etanol como combustível no Brasil, transformando uma ideia experimental em modelo comercial. Pouco tempo depois, o USGA começou a ser comercializado em Alagoas e Pernambuco, com grande sucesso. A inovação pioneira alagoana também incluiu a criação da primeira rede de distribuição de etanol no Nordeste, colocando o estado no centro de uma revolução energética global.

A experiência pioneira de Alagoas abriu caminho para o desenvolvimento de outros biocombustíveis, como biodiesel, etanol de milho, SAF, biometano e biogás, além da energia proveniente da biomassa da cana-de-açúcar.

Ao longo das décadas, o etanol passou por diferentes fases, desde seu uso na mistura com gasolina durante crises energéticas até a consolidação nos anos 1980, quando abastecia cerca de 90% dos veículos vendidos no país. A popularização dos carros flex-fuel em 2003 impulsionou novamente a demanda pelo biocombustível, consolidando-o como componente estratégico da matriz energética brasileira.

*BR104

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