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Usinas de açúcar da Índia buscam preços mais altos e exportações seguem indefinidas

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Os comerciantes indianos estão com dificuldades para assinar contratos de exportação de açúcar, mesmo depois de Nova Délhi ter permitido embarques de 1 milhão de toneladas na temporada. As usinas estão buscando um prêmio elevado sobre os preços negociados em Londres, algo que os compradores estrangeiros não estão dispostos a pagar, disseram quatro fontes comerciais à Reuters.

O ritmo mais lento dos embarques da Índia, o segundo maior produtor de açúcar do mundo, dará suporte aos preços globais, que nesta semana caíram para o nível mais baixo em três anos.

A Índia permitiu na segunda-feira, 20, a exportação de 1 milhão de toneladas de açúcar durante a atual temporada, até setembro de 2025, para ajudar as usinas a exportarem os estoques excedentes e sustentar os preços locais.

“Depois que as exportações foram permitidas, os preços locais subiram quase 10%. As usinas agora estão buscando prêmios elevados sobre os preços globais para exportar suas cotas alocadas”, disse um negociante de uma trading global em Mumbai.

O Ministério da Alimentação alocou para as usinas uma cota uniforme de exportação de 3,174% de sua produção média de três anos, que elas podem exportar diretamente ou por meio de exportadores comerciais.

A partir disso, traders contrataram nesta semana 20 mil toneladas de açúcar branco e refinado para embarques em fevereiro por valores entre US$ 490 e US$ 510 a tonelada em uma base FOB (free-on-board), ou cerca de US$ 10 a US$ 25 por tonelada acima dos futuros de referência de Londres, disseram quatro negociantes de casas comerciais.

Antes da aprovação da exportação, os preços indianos estavam com um grande desconto em relação aos valores globais, o que tornava as exportações lucrativas. No entanto, após a aprovação, os preços indianos subiram, enquanto os globais caíram, reduzindo o incentivo à exportação para as usinas, disse um negociante de trading sediada em Nova Délhi.

“As usinas precisam exportar sua cota alocada antes de setembro de 2025, portanto, não estão com pressa para assinar acordos. Em vez disso, estão esperando que os preços globais subam”, disse o comerciante.

A Índia, que vende açúcar para Indonésia, Bangladesh e Emirados Árabes Unidos, entre outros, foi o segundo maior exportador do mundo em um intervalo de cinco anos até 2022/23, com volumes médios de 6,8 milhões de toneladas por ano.

Reuters/Rajendra Jadhav

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