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O anúncio do aumento do diesel, feito pela Petrobras na última semana, é mais um fator para impactar os custos de produção do setor sucroenergético, já que as operações agrícolas são intensamente mecanizadas.

De acordo com Haroldo Torres, gerente de Projetos do Pecege, os custos de produção, já pressionados pelos impactos da seca e consequente queda de produtividade em várias regiões do Centro-Sul canavieiro, devem sofrer mais aumento com a alta do diesel.

“A quebra de produtividade impacta diretamente os custos da operação de colheita, que são fixos. Agora, com o aumento do diesel isso vai se refletir num aumento do custo unitário de produção ainda maior”, afirma o economista e especialista do Pecege.

Se por um lado o setor sucroenergético está atravessando um excelente momento de preços, por outro lado vai passar amargar uma safra de custos maiores.

“Inicialmente esse aumento é provocado por uma menor diluição do custo fixo, consequência da queda de produtividade e, num segundo momento, por essa inflação dos custos, seja por diesel, fertilizantes ou equipamentos e máquinas agrícolas, mais caros diante do aumento do aço”, disse Torres.

O diesel teve reajuste médio de R$ 0,10 por litro, uma alta de 3,7%. O combustível passou a custar R$ 2,81 nas refinarias da Petrobras.

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