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Agricultura 4.0 carece de infraestrutura para deslanchar no Brasil

CNA, agro
Imagem/Ilustrativa (CNA Agro)
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O Brasil está caminhando, mas ainda tem que avançar muito na agricultura 4.0, principalmente, quanto a infraestrutura e melhorias na conectividade. Esta foi a conclusão do debate Agricultura 4.0, que teve como moderador o presidente da SIAMIG, Mário Campos, o prefeito de Uberaba, Paulo Piau, o superintendente geral da ABCZ Jairo Machado, o diretor do Sindicato Rural de Uberaba (SRU), Gilvan Junior, e o gerente de Produto da Alta Genetics, Guilherme Marquez.

O presidente da SIAMIG e moderador, Mário Campos, iniciou o debate destacando o conceito de Agricultura 4.0, que se refere a um conjunto de tecnologias digitais de ponta integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos capazes de otimizar a produção agrícola.

Neste sentido lançou questionamentos quanto ao nível atual da agricultura e da pecuária, as necessidades e desafios para que o agronegócio brasileiro usufrua de todas essas novas ferramentas.

O prefeito, Paulo Piau ressaltou que a pandemia acelerou um processo no conceito da agricultura 4.0, agregando aos processos de precisão o ingrediente da tecnologia da informação. Ele anunciou que será instalada em Uberaba uma fábrica de drones, sendo o município muito ativo no agronegócio como um todo, com o uso de tecnologias de ponta.

“Daqui há cinco anos, acredito que nosso agronegócio estará num patamar avançado, imagina daqui há 20 anos”, afirmou.

Jairo Machado (ABCZ) vê um compasso entre a agricultura e pecuária no país, sendo que a primeira está muito mais avançada e organizada. Segundo ele, a pecuária vem se arrastando há muito tempo e a explicação foi o baixo preço do produto auferido pelo setor de carnes, que inviabilizou qualquer iniciativa.

Porém, atualmente, os preços melhoraram, a capacidade de informação aumentou, e o setor começou a entender que a quarta revolução industrial não é só de energia, de processo de manufatura, e integra desenvolvimentos na biotecnologia, genética, infraestrutura etc.

Já Guilherme Marquez destacou que as atuais ferramentas da agricultura 4.0 permitem que o produtor possa produzir mais e melhor, em menor tempo e com maior qualidade. Através dos dados disponíveis, o produtor tem uma orientação em tempo real.

“O Brasil precisa de infraestrutura, é impressionante quando visitamos a Holanda e, em qualquer lugar, a conexão é muito fácil, com a possibilidade de maximizar muitos novos projetos que são ligados a essa infraestrutura”, afirmou.

Gilvan Junior finalizou o evento ressaltando que a agricultura tem muita tecnologia, ferramentas para identificação de pragas, por exemplo, mas o limitante é a infraestrutura. Por outro lado, ressaltou que têm surgido muitas startups, com novas ideias. “Uberaba tem um celeiro de startups dentro da FAZU – Faculdades Associadas de Uberaba, que é muito interessante, com várias incubadoras e que podemos aproveitar mais”, destacou.

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