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Produção de milho deve cair 9,1% na safra 2023/24

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A safra de milho do Brasil 2023/24 foi estimada em 119,8 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 9,1% na comparação com o ciclo anterior. Os dados são do recente estudo Perspectivas para a Agropecuária, divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O estudo não foi feito com base em pesquisa de campo, diferentemente dos levantamentos mensais da Conab, mas considera um modelo estatístico para estimar área, produtividade e produção dos grãos, além de cenários macroeconômicos de mercado nacional e internacional e preços das commodities.

A queda, segundo a Conab acompanha um recuo de 4,8% na área plantada, para 21,2 milhões de hectares, e nas produtividades esperadas, que devem cair 4,6%, após recordes em 2022/23.

A redução na área plantada de milho do Brasil foi considerada diante de uma redução das cotações do cereal tanto no mercado internacional como no nacional.

“Mesmo com o consistente aumento do consumo interno do grão, a significativa redução projetada da rentabilidade do milho no país tende a levar a queda na área destinada à cultura”, explicou o gerente de produtos agropecuários da estatal, Sérgio Roberto Santos.

Exportações apontam queda

A exportação de milho do Brasil em 2023/24 deve ter uma queda de 26,9%, para 38 milhões de toneladas, enquanto se observa um aumento de 37,2% no consumo do cereal para a produção de etanol, de acordo com dados da Conab.

Com uma menor produção de milho, principalmente, a produção total de grãos e oleaginosas do Brasil foi estimada em 319,5 milhões de toneladas na safra 2023/24, recuo de 1% ante o recorde de 322,75 milhões de toneladas do ciclo passado.

Mesmo com redução nas expectativas na comparação com o número previsto na semana passada, dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), mostram que em setembro a exportação de milho do Brasil  deverá ser recorde, de 10 milhões de toneladas.

A associação havia projetado anteriormente 10,2 milhões de toneladas, com a possibilidade de os embarques atingirem até 10,69 milhões de toneladas. Mesmo com a redução, a expectativa é de exportação histórica, superando o mês de agosto (9,26 milhões de toneladas) e com uma alta de cerca de 3,16 milhões de toneladas na comparação anual, à medida que o país tem embarcado maiores volumes para a China e conta com uma safra recorde.

O volume estimado no acumulado do ano, considerando setembro, deve atingir 34,68 milhões de toneladas de milho, enquanto as projeções indicam mais de 50 milhões de toneladas até o final do ano.

Com informações da Reuters
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