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Produtividade dos canaviais do Centro-Sul deve cair 4,86% na safra 2024/25

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Após a alta de quase 19,58% na produtividade dos canaviais, que permitirá a moagem de cerca de 652,6 milhões de toneladas de cana até o fechamento da safra 2023/24, de acordo com estimativa do Pecege, o setor sucroenergético deverá observar um recuo no TCH da cana da região Centro-Sul na safra 2024/25, que deverá sair de uma média de 87,6 t/ha para 83,4 t/ha, queda de 4,86%.

Segundo João Rosa, sócio-diretor do Pecege, um dos motivos para a queda na produtividade será a menor contribuição do volume de cana planta (1º corte) e o aumento da idade média do canavial. O plantio de 18 meses atrasou ou foi parcialmente cumprido no início de 2023 e a cana soca veio com maior produtividade, alongando, portanto, o ponto de reforma.

“Com o atraso do plantio no início de 2023, parte da operação foi empurrada para frente, gerando um volume de cana que vai ficar menos tempo no campo em crescimento. Fator, portanto, que puxa a produtividade destes casos para baixo”, explica Rosa.

No acumulado da safra 2023/24, segundo último levantamento da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia), até dezembro a moagem atingiu 644,14 milhões, ante 542,39 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 18,76%.

Segundo projeções do Pecege, a moagem da nova temporada 2024/25 deverá ser de 619,75 milhões de toneladas, uma queda de 3,37% quando comparada com a safra atual. “Isso se deverá muito a queda de 3,54% na produtividade média dos canaviais do Centro-Sul, estimado em 83,86 t/ha.”

Com quase manutenção do valor do ATR médio em 139,23 kg/t, a safra deve ser ligeiramente mais alcooleira, com 50,22% de cana destinada para o etanol. A produção de açúcar, assim, deve cair cerca de 2,42%, chegando a 40,91 milhões de toneladas, enquanto a produção do biocombustível deve atingir 25,39 bilhões de litros, queda de 5,02%, de acordo com os dados do Pecege.

Natália Cherubin para RPAnews

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