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Preço do milho se consolida em Chicago, enquanto safra no Brasil deve diminuir

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Os futuros do milho negociado nos Estados Unidos subiram nesta segunda-feira, 22, diante do avanço do petróleo. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato do milho com vencimento em março encerrou em alta de 0,25 centavo de dólar, a US$ 4,4575 por bushel, consolidando-se depois de atingir a mínima do contrato na semana passada, a US$ 4,3675, o menor nível em um gráfico contínuo do contrato de milho mais ativo em três anos.

Os preços já refletem uma produção menor da segunda safra de milho do Brasil diante de uma redução da área plantada, de um menor investimento dos agricultores e do El Niño intenso, que trouxe seca para o centro do Brasil e excesso de chuvas para o sul.

No Brasil, de acordo com o relatório da consultoria de agronegócio Cogo divulgado nesta segunda-feira, 22, a colheita de milho deve atingir um total de 118,5 milhões de toneladas de milho na safra 2023/24, abaixo da expectativa inicial de 129,6 milhões de toneladas.

A projeção reflete uma redução de 11% na área estimada para a primeira safra, plantada na primavera brasileira. Para a segunda safra, que representa 75% da produção anual e é idealmente semeada até meados de fevereiro, os agricultores deverão reduzir a área plantada em 5%, disse Cogo.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previu que a produção de milho do Brasil cairia quase 11%, para 117,6 milhões de toneladas.

Analistas e o governo acreditam que uma queda na área plantada e na produção de milho seria possível porque atrasos na soja retardaram a segunda safra do cereal. Os agricultores brasileiros estão acelerando a colheita da soja, que ocorre antes do plantio da segunda safra de milho nas mesmas áreas.

A produção menor de milho poderá tirar o Brasil da sua posição de maior exportador mundial. As exportações brasileiras em 2023/24 podem cair para 35 milhões de toneladas, ante 56 milhões de toneladas no ano anterior, segundo a Conab.

Com informações da Reuters
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