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Fertilizantes: demanda enfraquecida de fosfatados e potássicos pressiona os preços

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A demanda por fertilizantes fosfatados e potássicos continua enfraquecida, aguardando a entrada de Estados Unidos e Europa nas compras dos macronutrientes.  No caso da ureia, a Índia continua no mercado com expectativa de uma nova
licitação, e, do lado da demanda, as restrições da China para exportação aquecemos preços dos macronutrientes. Os dados são do último relatório do Itaú BBA.

No mercado internacional, os preços dos nitrogenados apresentaram movimento de alta. No caso da ureia, os principais motivos foram a redução da disponibilidade de produto, principalmente com as restrições às exportações da China, a expectativa do início da demanda dos EUA, e a possível licitação indiana de compra. No Brasil, acompanhando o mercado internacional, os preços da ureia apresentaram alta comparados como início de 2024.

Nos fosfatados, segundo os analistas do Itaú BBA, mesmo com a demanda global enfraquecida, os preços no mercado internacional apresentaram estabilidade. “Nos EUA, a demanda continua fraca, e a Comissão do Comércio Internacional dos Estados Unidos decidiu manter as tarifas de importações de produtos fosfatados russos e marroquinos, alterando apenas os valores das taxas. No Brasil, mesmo com a demanda fraca, com previsão de retorno apenas em maio, os preços continuam estáveis, com o mercado internacional sustentando os preços”, disseram os analistas do banco.

Já no caso dos fertilizantes potássicos, o mercado continua com fundamentos enfraquecidos. Segundo os analistas do banco, a demanda pelo macronutriente continua com poucos negócios acontecendo. “Além disso, há notícias que a China está abastecida e o mercado continua aguardando informações sobre o contrato de longo prazo que a China estaria realizando com a Índia, para o fornecimento de potássicos, porém ainda sem sinalizações do acordo. No Brasil, com a baixa demanda, os preços continuam em queda, porém pouco acentuadas”, afirmaram.

Natália Cherubin para RPAnews
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