Home Últimas Notícias Sindiveg defende aplicação imediata da nova lei dos bioinsumos
Últimas Notícias

Sindiveg defende aplicação imediata da nova lei dos bioinsumos

Compartilhar

Durante sua participação no Biosummit 2025, a entidade destacou, no painel regulatório do evento, os desafios práticos da implementação da Lei 15.070, em vigor desde o final do ano passado

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) foi um dos apoiadores do BioSummit 2025, realizado nos dias 4 e 5 de junho, em Campinas (SP). No segundo dia do encontro, a advogada Lidia Cristina Jorge dos Santos, da FS Advocacia e membro do corpo jurídico da entidade, representou o Sindiveg no painel “O marco regulatório atual atende às necessidades do setor de bioinsumos? Quais são os principais desafios?”, voltado à discussão de temas regulatórios. 

Durante sua explanação, Lidia destacou a importância da nova Lei 15.070, que regulamenta a produção, comercialização, uso e fiscalização de bioinsumos no Brasil. Segundo ela, o novo marco legal foi amplamente debatido no Legislativo e atende às expectativas do setor, mas a principal dificuldade está na fase de implementação. 

 “O desafio agora é a virada de chave. A lei está em vigor desde o fim do ano passado e precisa ser colocada em prática. O que não depende de regulamentação já deve ser aplicado”, afirmou.  

A participação do Sindiveg reforçou o posicionamento da entidade de excluir os produtos biológicos de controle da Lei dos Pesticidas, reconhecendo características próprias de mercado e produção. Entre os avanços trazidos pela nova legislação, estão a definição de conceitos específicos, a regulamentação da venda de inóculos e da produção on farm, além da simplificação de registro para produtos similares e exigências específicas apenas em casos de inovação. 

No entanto, conforme também pontuado no painel, o setor ainda enfrenta desafios como o período de transição, a necessidade de regulamentar o recolhimento de embalagens e produtos impróprios, a reorganização de normas infralegais, bem como a redefinição de competências entre esferas regulatórias. A readequação de normas estaduais e a aplicação dos benefícios fiscais já existentes também foram apontadas como prioridades.

“O avanço no setor depende de um marco regulatório bem definido, eficiente e compatível com a velocidade das inovações no agronegócio. Encontros como este são essenciais para apontar direções que favoreçam o desenvolvimento sustentável da área”, declarou Lidia.  

Além do Sindiveg, participaram do painel o auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Henrique Bley; a diretora de Relações Institucionais da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII Bio), Julia Emanuela; o diretor de Assuntos Regulatórios e Científicos da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), Marcos Pupin; a gerente de Regulamentação Federal da Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (AENDA), Amanda Bulgaro; a diretora executiva de Produtos Biológicos da CropLife Brasil, Amália Piazentim Borsari; e o diretor executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), Ricardo Tortorella. 

Compartilhar

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaqueOpinião

Manejo estratégico do canavial garante maior produção e amplia a longevidade da soqueira

O setor canavieiro brasileiro vive um momento de grandes oportunidades, mas também...

Últimas Notícias

Brasil pode ganhar com fim de restrição do etanol na gasolina nos EUA, diz StoneX

Uma mudança na legislação dos Estados Unidos pode ajudar a redesenhar o...

Últimas Notícias

Senadores veem enrolação do governo em projeto das dívidas rurais

A nova tentativa do governo de buscar convergência em relação ao projeto da renegociação...

Últimas Notícias

Coruripe registra EBITDA ajustado de R$ 1,94 bilhão no acumulado até abril de 2026

A Usina Coruripe registrou EBITDA ajustado de R$ 1,94 bilhão no acumulado...