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Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) aprova plano de recuperação judicial com apoio do BTG Pactual

A empresa busca reduzir sua dívida, que era superior a R$ 10 bilhões, para cerca de R$ 500 milhões, referente a um passivo fiscal já refinanciado.
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O grupo sucroalcooleiro Virgolino de Oliveira (GVO) obteve a aprovação de seu plano de recuperação judicial, com o suporte do BTG Pactual, que se tornou o maior credor da companhia. Com isso, a empresa busca reduzir sua dívida, que era superior a R$ 10 bilhões, para cerca de R$ 500 milhões, referente a um passivo fiscal já refinanciado. A informação foi apurada pelo Pipeline Valor.

O GVO encerra assim um processo de recuperação judicial que se arrasta desde 2021. Aproximadamente 75% da dívida total estava vinculada a bondholders, sendo que o BTG adquiriu a maior parte desses créditos, facilitando a aprovação do plano por meio de uma negociação direta com um único credor. O plano foi aprovado por 87,7% dos credores presentes na assembleia.

O banco BTG Pactual também garantiu um financiamento DIP (debtor-in-possession) no valor de R$ 185 milhões, dos quais R$ 100 milhões serão destinados ao pagamento de dívidas trabalhistas, R$ 35 milhões ao capital de giro, e os R$ 50 milhões restantes para indenização da Usina Itajobi. Esta usina, que havia arrendado terras da GVO para o plantio de cana, agora devolve as terras ao grupo, que deverá colocá-las à venda.

O novo plano de recuperação prevê um desconto de, no mínimo, 80% no valor da dívida para credores sem garantia e fornecedores, que terão seus créditos pagos com a venda de ativos, após o pagamento do DIP.

Com a reestruturação da dívida, o GVO planeja retomar a venda de ativos, que incluem as usinas de José Bonifácio, Monções e Itapira, localizadas no interior paulista, além de terras e imóveis. As usinas que serão leiloadas ainda este ano não estão operacionais, mas possuem capacidade de moagem de 12 milhões de toneladas de cana, com um valor estimado de R$ 1,9 bilhão, conforme o laudo de avaliação.

Após a venda desses ativos, o GVO pretende focar na recuperação da Usina Catanduva, que retomou a moagem de cana em 2024, após dois anos paralisada. Em parceria com a Usina Itajobi, a unidade produziu 1,2 milhão de toneladas de cana naquele ano e agora busca retomar sua capacidade de moagem de 4,2 milhões de toneladas, contribuindo para a recuperação da atividade sucroalcooleira na região.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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