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Biocombustíveis absorverão mais da metade da produção de óleo de soja dos EUA, diz USDA

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Os fabricantes de biocombustíveis dos Estados Unidos consumirão mais da metade de todo o óleo de soja produzido no país no próximo ano, uma vez que uma recente enxurrada de medidas de política federal transformou o setor, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira, 11.

As mudanças incluem mandatos de mistura mais altos e restrições às importações de biocombustíveis e matérias-primas estrangeiras.

Em um relatório mensal de oferta e demanda, o USDA elevou drasticamente sua perspectiva de uso de óleo de soja pelos produtores de biocombustíveis no ano comercial de 2025/26, que começa em 1º de outubro. O novo volume aponta para um recorde de 15,5 bilhões de libra-peso, um aumento de 11,5% em relação à previsão de um mês atrás e 26,5% acima do ano comercial atual.

As exportações de óleo de soja dos EUA deverão cair para 700 milhões de libra-peso em 2025/26, à medida que mais óleo é consumido internamente, abaixo dos 2,6 bilhões na temporada atual.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) propôs no mês passado aumentar a quantidade de biocombustíveis que as refinarias de petróleo devem misturar aos combustíveis do país em 2026 e 2027, impulsionada por um aumento nos mandatos de diesel à base de biomassa, juntamente com medidas para desencorajar as importações de biocombustíveis.

As medidas foram bem recebidas pelo setor de biocombustíveis em rápido crescimento do país, após meses de incerteza política que prejudicou a produção de combustíveis feitos de óleos vegetais, como óleo de soja, óleo de canola e óleo de cozinha usado.

De acordo com o Padrão de Combustível Renovável, as refinarias são obrigadas a misturar grandes volumes de biocombustíveis no suprimento de combustível dos EUA ou a comprar créditos conhecidos como RINs daqueles que o fazem.

“A EPA não apenas aumentou significativamente os mandatos, mas também propôs reduzir o número de RINs gerados para combustíveis renováveis importados e combustíveis renováveis produzidos a partir de matérias-primas estrangeiras a partir de 2026, o que aumenta a demanda por matérias-primas produzidas internamente, como o óleo de soja”, disse o USDA na sexta-feira.

Incentivos adicionais por meio de mandatos estaduais de biocombustíveis e o crédito fiscal federal de 45Z para a produção de combustível limpo na lei orçamentária recentemente promulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alimentaram ainda mais as perspectivas para o uso do óleo de soja em biocombustíveis, disse o USDA.

Reuters|Karl Plume

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