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Corte de área na UE impulsiona preços do açúcar, apesar de oferta recorde no Brasil

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Os preços internacionais do açúcar subiram nesta terça-feira impulsionados por notícias positivas vindas da União Europeia. O contrato de março de açúcar  fechou nesta terça-feira,02, em alta de 1,49%, fechando a 15,07 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de março do açúcar branco em Londres encerrou o dia com valorização de +1,97%, a 431,60 dólares.

Produtores europeus devem reduzir em 10% a área plantada com açúcar na temporada 2026/27, após já terem diminuído em 10% a área de beterraba açucareira no ciclo atual, 2025/26. A estimativa foi apresentada por um representante da conferência anual de produtores de cana e beterraba, realizada em Londres.

No início da semana, porém, as cotações haviam recuado fortemente para mínimas de uma semana, pressionadas pela intensificação da produção indiana. Segundo a Indian Sugar Mill Association (ISMA), a produção de açúcar da Índia entre outubro e novembro avançou 43% na comparação anual, alcançando 4,11 milhões de toneladas. A ISMA também informou que 428 usinas estavam moendo cana até 30 de novembro, frente a 376 no mesmo período do ano passado.

A perspectiva de oferta recorde no Brasil também segue como fator baixista para os preços. Em 4 de novembro, a Conab elevou sua projeção de produção para 2025/26, passando de 44,5 milhões para 45 milhões de toneladas. Já a Unica reportou nesta segunda-feira que a produção do Centro-Sul na primeira quinzena de novembro cresceu 8,7% na comparação anual, somando 983 mil toneladas. No acumulado até meados de novembro, o volume produzido no Centro-Sul aumentou 2,1%, alcançando 39,179 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.

Na última sexta-feira, por sua vez, os preços do açúcar haviam disparado para máximas de seis semanas, diante das preocupações com um aperto na oferta global. Na quarta-feira anterior, a StoneX reduziu sua estimativa para a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na safra 2026/27, de 42,1 milhões para 41,5 milhões de toneladas.

Outro fator altista recente vem da Índia: o Ministério de Alimentos estuda elevar o preço do etanol utilizado na mistura com a gasolina. Caso a medida avance, pode incentivar usinas indianas a direcionar maior parte da cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar.

Com informações da Barchart

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