Home Últimas Notícias Mercado de açúcar cristal segue com baixa liquidez no spot paulista no início do ano
Últimas Notícias

Mercado de açúcar cristal segue com baixa liquidez no spot paulista no início do ano

Compartilhar

O mercado brasileiro de açúcar cristal branco apresentou movimentação bastante restrita na última semana, reflexo direto do recesso de compradores típico do período. O Cepea aponta que o Indicador CEPEA/ESALQ – São Paulo registrou média de R$ 109,99 por saca de 50 kg entre 29 de dezembro e 2 de janeiro, queda de 0,58% frente à semana anterior, quando a média foi de R$ 110,63/sc.

Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa liquidez e o posicionamento cauteloso dos agentes resultaram em negócios escassos, com poucos fechamentos efetivos reportados ao longo do período. Além da desaceleração sazonal das compras, o comportamento das usinas também contribuiu para o cenário de menor oferta no mercado spot.

De acordo com o centro de pesquisas, os produtores têm priorizado o atendimento de contratos já firmados e a retenção de estoques para comercialização durante a entressafra, quando a expectativa é de preços mais favoráveis. Essa estratégia, combinada à demanda reduzida típica do início do ano, explica tanto a retração observada nos preços quanto o ritmo lento das transações no mercado físico paulista.

Safra 2026/27 tende a ampliar oferta global e limitar preços

No mercado internacional, o açúcar caminha para um cenário de oferta mais folgada na safra 2026/27. No Brasil, maior produtor e exportador mundial, a expectativa é de avanço da moagem de cana no Centro-Sul, sustentado pela recuperação das chuvas no final de 2025, expansão moderada da área e condições climáticas mais próximas da média histórica. As projeções indicam moagem superior a 620 milhões de toneladas, embora o rendimento agrícola ainda dependa das precipitações ao longo do verão.

Segundo o Cepea, o aumento da moagem não implica necessariamente crescimento expressivo da produção de açúcar. Diante de um ambiente global de superávit e boa disponibilidade nos principais países produtores — como Brasil, Índia e Tailândia —, o setor tende a ajustar o mix entre açúcar e etanol. A mistura obrigatória de 30% de etanol anidro na gasolina e o avanço da produção de etanol de milho reforçam esse movimento.

Estimativas indicam que a produção brasileira de açúcar deve ficar entre 41 milhões e 44 milhões de toneladas, acima das 39,17 milhões de toneladas da atual safra 2025/26 (até 16 de novembro), segundo dados da Unica.

No cenário externo, a perspectiva predominante é de preços moderados, refletindo estoques mais confortáveis, superávit global e maior competição entre exportadores. Eventos climáticos adversos, políticas de exportação da Índia e oscilações no preço do petróleo seguem como fatores de risco para eventuais movimentos de alta. Já o consumo mundial deve manter crescimento gradual, de 1,2% ao ano, puxado por economias emergentes da Ásia e da África.

Compartilhar
Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Cade aprova compra braço de comercialização de energia no mercado livre da Raízen pela Tria

A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições,...

Últimas Notícias

Açúcar pressionado por excesso de oferta global e etanol em alta, sustentam mercado sucroenergético em 2026

O mercado sucroenergético iniciou 2026 sob dinâmicas divergentes entre seus dois principais...

Últimas Notícias

Exportação de açúcar recua 11,7% em volume e 24% em receita em 2025 ante 2024

O Brasil exportou 33,778 milhões de toneladas de açúcar e melaço em...