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Oferta global abundante pressiona preços do açúcar

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Perspectiva de superávits globais de açúcar e aumento da produção em Brasil e Índia mantém mercado sob pressão, apesar de movimentos técnicos de curto prazo

Os preços do açúcar ampliaram a queda observada ao longo da última semana e iniciaram a segunda-feira sob forte pressão. Em Nova York, o contrato do açúcar atingiu o menor nível em dois meses e meio, enquanto o açúcar negociado em Londres recuou ao patamar mais baixo em cinco anos. Ao longo do dia, no entanto, condições de mercado consideradas sobrevendidas estimularam movimentos técnicos de recompra de posições vendidas, permitindo uma recuperação parcial das cotações, com o açúcar em Londres chegando a operar em terreno positivo.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março ficou praticamente inalterado, a 14,26 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma mínima de dois meses e meio, de 14,13 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco ficou estável em US$ 405,20 a tonelada.

Apesar desse alívio pontual, o cenário fundamental segue desfavorável. A perspectiva de superávits globais e de maior produção mundial continua pesando sobre os preços. Na última quinta-feira, a Green Pool Commodity Specialists informou que projeta um superávit global de açúcar de 2,74 milhões de toneladas na safra 2025/26, além de um excedente de 156 mil toneladas em 2026/27. Na sexta-feira anterior, a StoneX também indicou expectativa de superávit global, estimado em 2,9 milhões de toneladas para 2025/26.

No Brasil, dados divulgados em 21 de janeiro pela Unica mostram que a produção acumulada de açúcar na região Centro-Sul na safra 2025/26, até dezembro, alcançou 40,222 milhões de toneladas, avanço de 0,9% na comparação anual. O levantamento também aponta aumento do direcionamento da cana para a produção de açúcar, com o mix subindo para 50,82%, ante 48,16% na safra 2024/25.

Na Índia, a India Sugar Mill Association informou em 19 de janeiro que a produção de açúcar do país na safra 2025/26, entre 1º de outubro e 15 de janeiro, cresceu 22% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, totalizando 15,9 milhões de toneladas. Em 11 de novembro, a entidade elevou sua estimativa de produção total indiana para 31 milhões de toneladas em 2025/26, acima da projeção anterior de 30 milhões de toneladas, o que representa crescimento anual de 18,8%.

A associação também revisou para baixo a estimativa de açúcar destinado à produção de etanol na Índia, reduzindo o volume projetado de 5 milhões para 3,4 milhões de toneladas. A mudança pode abrir espaço para um aumento das exportações indianas de açúcar. A Índia é atualmente o segundo maior produtor mundial da commodity.

Informações da Barchart

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