As cotações do petróleo fecharam com forte alta nesta quarta-feira, 18, impulsionadas por uma revisão para cima do risco geopolítico relacionado ao Irã, após novas declarações da Casa Branca.
O preço do barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em abril, subiu 4,35%, para US$ 70,35, apagando as perdas dos últimos dias. Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), cujos contratos vencem em março, avançou 4,59%, para US$ 65,19.
“Existem muitas razões e argumentos favoráveis a um ataque contra o Irã”, declarou nesta quarta a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. “O Irã seria muito sensato se concluísse um acordo com o presidente Trump”, acrescentou.
Após uma segunda rodada de negociações indiretas na Suíça, o vice-presidente americano, JD Vance, indicou que persistiam as divergências sobre as “linhas vermelhas” dos Estados Unidos.
O Irã, por sua vez, afirmou ter chegado a um acordo com Washington sobre um conjunto de “princípios orientadores”.
A tensão no mercado “também corresponde ao que observamos em termos de mobilização de recursos americanos no Oriente Médio”, disse o presidente da Again Capital, John Kilduff, à AFP.
Washington enviou dois porta-aviões ao Golfo e dispõe também de dezenas de milhares de soldados distribuídos em bases pela região.
Segundo Kilduff, isso constitui “uma ameaça real para grande parte do abastecimento de petróleo”, o que explica o aumento dos preços.
Em caso de uma escalada militar, o principal risco para o mercado petrolífero é o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo.
Além disso, os operadores do mercado temem pelo futuro das infraestruturas petrolíferas do Irã, um dos dez principais produtores de hidrocarbonetos do mundo. Um conflito na região também poderia ameaçar a produção em outros países, como Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Agence France Presse