Os preços do petróleo se recuperavam nesta quarta-feira, 11, com os mercados duvidando que o plano anunciado pela Agência Internacional de Energia de liberar reservas recordes de petróleo pudesse compensar os possíveis impactos no abastecimento decorrentes do conflito entre os EUA, Israel e o Irã.
Os futuros do Brent eram negociados em alta de US$ 0,59, ou 0,7%, a US$ 88,39 por barril. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA era negociado com alta de 1,2%, a US$ 84,43 por barril.
A liberação de reservas proposta pela AIE excederia os 182 milhões de barris de petróleo que os países membros da AIE colocaram no mercado em 2022, quando a Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia, disse o WSJ, citando fontes familiarizadas com o assunto.
Os EUA e Israel bombardearam o Irã na terça-feira com o que o Pentágono e os iranianos chamaram de ataques aéreos mais intensos da guerra.
Os militares dos EUA também “eliminaram” 16 embarcações iranianas que colocavam minas perto do Estreito de Ormuz na terça-feira, disse o Comando Central dos EUA, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que qualquer mina colocada no Estreito pelo Irã deve ser removida imediatamente.
Alguns analistas mostraram-se céticos quanto à proposta da AIE e seu impacto sobre os preços do petróleo.
“Movimentos como a liberação do SPR da AIE não são a solução para a crise. A evolução dos preços do petróleo dependerá da duração da guerra com o Irã”, disse o líder da equipe do setor de energia do DBS, Suvro Sarkar.
Os riscos de alta dos preços no curto prazo serão “controlados por meio de movimentos periódicos de sinalização estratégica, como vimos nos últimos dias, para acalmar os mercados”, acrescentou Sarkar.
As autoridades do G7 também se reuniram online para discutir uma possível liberação de estoques emergenciais de petróleo para amenizar o impacto no mercado.
O presidente da França, Emmanuel Macron, fará uma videochamada com outros líderes de países do G7 na quarta-feira para discutir o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a energia e medidas para lidar com a situação.
Trump tem dito repetidamente que os EUA estão preparados para escoltar navios-tanque pelo Estreito de Ormuz quando necessário. No entanto, fontes disseram à Reuters que a Marinha dos EUA recusou pedidos do setor de transporte marítimo para escoltas militares, pois o risco de ataques é muito alto por enquanto.
Reuters|Katya Golubkova e Trixie Yap