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Alta do petróleo sustenta preços do açúcar no mercado internacional

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Os preços do açúcar encerraram a quinta-feira em alta, influenciados principalmente pela forte valorização do petróleo no mercado internacional. O avanço de cerca de 7% nas cotações do petróleo bruto deu suporte ao açúcar, ao elevar a competitividade do etanol e estimular as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta da commodity no mercado global.

No fechamento do dia, o contrato do açúcar bruto com vencimento em maio subiu 0,13 centavo de dólar, ou 0,9%, para 14,38 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato mais ativo de açúcar branco avançou 0,2%, para US$ 414,30 por tonelada.

Apesar da alta, as cotações permanecem abaixo dos picos de dois meses registrados no início da semana. O mercado segue pressionado pelas expectativas de superávit global de açúcar nos próximos ciclos.

Analistas da trading Czarnikow estimam um excedente global de 3,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, após um superávit ainda maior, de 8,3 milhões de toneladas em 2025/26. Outras consultorias também projetam oferta global acima da demanda. A Green Pool Commodity Specialists estima superávit de 2,74 milhões de toneladas em 2025/26 e de 156 mil toneladas em 2026/27, enquanto a StoneX projeta excedente de 2,9 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO) também prevê um cenário de oferta ampliada. A entidade projeta superávit global de 1,22 milhão de toneladas na safra 2025/26, após um déficit de 3,46 milhões de toneladas em 2024/25. Segundo a ISO, o excedente será impulsionado pelo aumento da produção em Índia, Tailândia e Paquistão, com crescimento de 3% na produção mundial, estimada em 181,3 milhões de toneladas.

Por outro lado, sinais de menor produção no Brasil ajudam a limitar a pressão baixista sobre os preços. Dados da Unica indicam que a produção de açúcar no Centro-Sul do país caiu 36% na segunda quinzena de janeiro, totalizando apenas 5 mil toneladas no período. No acumulado da safra 2025/26 até janeiro, no entanto, a produção ainda apresenta alta de 0,9%, alcançando 40,24 milhões de toneladas.

Com informações da Barchart

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